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Cavalhada
Segundo
Oscar Fagundes, "a cavalhada relembra a guerra entre os cristãos
e os mouros e foi trazida para o Brasil pelos portugueses e espanhóis".
Antigamente
realizavam-se diversas competições, que consistiam em retirar
com a lança, manejada pelo cavaleiro, argolinhas colocadas em
estacas. Havia também demonstrações de destreza e golpes de lança.
Promovia-se também um "combate" entre
"mouros" e "cristãos", sendo que estes últimos
eram recrutados entre os melhores, pois deviam ganhar sempre.
Alguns idosos interpretam a Cavalhada de outra forma. Segundo os
moradores mais antigos, por ser realizada logo depois do Natal,
eram tidas como uma visita ao Menino Jesus, tanto que se designava
uma pessoa de cor para representar um dos Reis Magos.
É
uma tradição de Atibaia desde a sua fundação. Mais de 200
cavaleiros se reúnem no bairro da Ponte e, precedidos por clarins
da força policial, desfilam duas vezes pela cidade até o Largo
da Matriz. Pessoas de todas a idades, inclusive crianças,
participam da cavalhada. Ao final, em campo aberto, próximo à
caixa d'água, é feita a classificação dos participantes.
Um
passeio a cavalo era o encontro do rei, nome dado ao festeiro,
pois o passeio era realizado sempre no dia 26 de dezembro, véspera
da festa de Nossa Senhora do Rosário. O passeio saía da Igreja São
Benedito, bairro da Ponte e percorria as ruas José Alvim e José
Lucas. O rei era acompanhado por outros cavaleiros à sua residência.
Atualmente,
a cavalhada está descaracterizada. Não é mais possível sair da
Igreja São Benedito, pois têm várias residências e pouco espaço
para animais. Com a evolução do comércio, hoje as ruas
apresentam um trânsito intenso e tão pouco se faz o encontro do
rei. Mesmo assim o evento é realizado, seja no dia 26 de
dezembro, quando cai no domingo, ou em outra data.
Hoje,
ela se limita à apresentação dos cavaleiros e dos seus cavalos,
que recebem troféus de participação. Nela inscrevem-se
cavaleiros de todo o estado de São Paulo.
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