Galeria de Prefeitos
Intendentes
Proclamada a República, a
Constituição Estadual de 14 de julho de 1891 estabelece que "a organização
dos municípios ficaria determinada por lei ordinária" (Artigo 53). Em 13
de novembro de 1891, foi promulgada a Lei nº 16, que tratava da organização
dos municípios do estado de São Paulo: o município passa a ser governado pelo
Legislativo (Câmara Municipal), cujas deliberações seriam executadas pelo
vereador anualmente eleito pela mesma Câmara. "Nos municípios onde
convier que a execução seja desdobrada por seções, poderão as câmaras
eleger mais de um executor".
"Os vereadores a que se
refere o artigo antecedente terão a denominação de INTENDENTES".
José
Francisco de Campos Bueno
Intendente de 29 de
novembro de 1892 a 10 de janeiro de 1895.
Conhecido como "Zé Bim",
José Francisco de Campos Bueno nasceu em Atibaia em 20 de novembro de 1856,
como membro de uma família próxima ao fundador da cidade, Jerônimo de
Camargo. Seus pais: José Alvim de Campos Bueno e Gertrudes Maria de Campos
Bueno. Casou-se com Maria Tereza da Silveira.
Fez os primeiros estudos em
Atibaia, onde também cursou Humanismo, com o professor José Pereira da Mota.
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Pertencia ao Partido
Liberal desde o Império e herdou do pai a chefia do Partido Republicano
na cidade. Foi eleito vereador, pela primeira vez, em 1887, e reeleito
posteriormente. Foi presidente da Câmara Municipal em diversas
legislaturas. Destacou-se pelo trabalho constante, melhoria dos
logradouros públicos da cidade: foi o responsável pelo primeiro calçamento
da rua José Lucas, principal via da cidade à sua época.
Em 15 de fevereiro de
1895 retirou-se da vereança ao aceitar o cargo de tabelião de notas
pois "tornava-se incompatibilizado para as funções de
vereador". Mesmo assim continuou prestando serviços à cidade e
seu nome esteve ligado a todos os melhoramentos que se fizeram em
Atibaia depois de sua saída da Câmara. |
Foi tenente-coronel do 75º
Batalhão da Reserva da Guarda Nacional, nomeado pelo presidente Campos Sales,
por decreto de 29 de junho de 1901.
Faleceu no dia 24 de julho de
1913, com apenas 56 anos.
Através da Lei nº 184, de 3
de janeiro de 1916, foi dado seu nome - José Bim - a uma rua pública, no
centro da cidade.
José
Egidio da Silveira
Intendente de 1 de janeiro de
1895 a 7 de janeiro de 1896.
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Natural de Amparo.
Nascido em 13 de setembro de 1864. Filho de José Joaquim do Amaral e
Silva e Maria Franco do Amaral. Casou-se com Delfina Franco da Silva.
Foi vereador, inspetor
escolar e Juiz de Paz por muitos anos. Era capitão - assistente do 75º
Batalhão de Infantaria da Guarda Nacional por nomeação do presidente
Campos Sales (Decreto de 29 de junho de 1901).
Faleceu no dia 14 de
março de 1914, em Atibaia.
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Olegário
Barreto
Intendente de 7 de janeiro de
1896 a 7 de janeiro de 1899.
Natural de Itapetininga, onde
nasceu no dia 26 de junho de 1864. Filho de Izidoro da Silveira Barreto e
Carolina da Silveira Barreto.
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Casou-se em Atibaia com
Maria Joana Pires de Camargo, descendente da tradicional família
paulista.
Foi fazendeiro,
vereador e fundador do Clube Recreativo Atibaiano e da Santa Casa de
Misericórdia de Atibaia.
Durante sua gestão na
Intendência local, construiu o primeiro matadouro e regulamentou o
serviço de matança de gado do município, conforme Lei nº 10, de 1 de
junho de 1897. |
Foi tenente-coronel comandante
do 53º Regimento da Cavalaria da Guarda Nacional, nomeado por Decreto de 29 de
junho de 1901, assinado pelo presidente Campos Sales.
Faleceu aos 24 de dezembro
de 1914, com 50 anos de idade.
Adolfo
André
Intendente
de 7 de janeiro de 1899 a 2 de janeiro de 1900; de 2 de janeiro de 1901 a 7 de
janeiro de 1902.
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Vereador em diversas
legislaturas. Como intendente, tomou medidas com o objetivo de
regularizar as finanças municipais, modificando tabelas de impostos e
criando o cargo de procurador da Câmara, com atribuições de promover
a cobrança judicial dos impostos atrasados (Lei nº 19, de 15 de maio
de 1899 e Lei nº 21, de 2 de junho de 1899).
Era jornalista e
trabalhou ativamente na imprensa da cidade. Foi tenente-coronel
comandante do 223º Batalhão de Infantaria da Guarda Nacional, por
decreto do presidente Campos Sales, de 29 de junho de 1901.
Por ato de
3/11/1911, a Câmara deu a uma via pública o seu nome.
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Juvenal
Alvim
Intendente
no período de 2 de janeiro de 1900 a 2 de janeiro de 1901.
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Natural de Atibaia.
Filho de José Alvim de Campos Bueno e Gertrudes Maria de Campos Bueno
(por parte de pai, descendente direto de Jerônimo de Camargo, fundador
de Atibaia). Casou-se com Gertrudes Pires de Camargo.
Iniciou na política
como membro do Conselho de Intendência, em 1892. Eleito suplente de
vereador, tomou posse em 07 de janeiro de 1899. Em 1901 foi eleito
vereador e assumiu a presidência da Câmara. Em 1903 iniciou as obras
do então "Grupo Escolar", inaugurado em 1905. A seguir
construiu o reservatório de água para abastecimento da cidade.
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Foi um dos
pioneiros no processo de industrialização do Brasil; fundador da fábrica de
tecidos São João (em 1907), que gerou muitos empregos na cidade; instalou a
rede de energia elétrica, com a construção de uma usina hidroelétrica, ainda
hoje existente.
Em 1913 deixou
a presidência da Câmara, mas continuou promovendo o progresso em Atibaia. Foi
o responsável pela construção do Hospital da Santa Casa de Misericórdia, do
antigo Hotel Municipal, do antigo Cine-Teatro República, da construção da
antiga estrada de rodagem que ligava Atibaia à São Paulo, inaugurada em 1927.
Iniciou o calçamento da cidade a partir da praça da Matriz e fundou o Ginásio
- hoje "Major Juvenal Alvim"; removeu e transferiu o cemitério
municipal do largo do Rosário para onde está hoje. Foi o responsável pela
implantação da primeira rede de esgoto da cidade.
Foi grande
fazendeiro e comerciante de café. Homem simples, era conhecido em Atibaia como
"pai da pobreza".
Juvenal Alvim
foi major-fiscal do 223º Batalhão de Infantaria da Guarda Nacional, através
do Decreto de 29 de junho de 1901, do presidente Campos Sales.
Faleceu no dia
9 de fevereiro de 1936, em Atibaia.
Tem o seu nome
em uma via pública.
José
de Aguiar Peçanha
Intendente
de 7 de janeiro de 1902 a 2 de janeiro de 1903; prefeito municipal de 14 de março
de 1931 a 2 de julho de 1932.
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Natural
de Atibaia e filho de João Peçanha Franco Correia e Jesuina Peçanha.
Foi casado com sua prima Leonídia Bueno da Rocha.
Foi
também vereador. Prestou inúmeros serviços à causa pública. Foi um
dos fundadores da Vila de São Vicente, em 1930, hoje Lar São Vicente
de Paula. Foi fazendeiro de café e capitão ajudante de ordens da 75º
Brigada de Infantaria da Guarda Municipal.
Faleceu
em 11 de novembro de 1947, em Atibaia. |
A Câmara
Municipal, homenageando-o, deu o seu nome a uma das ruas da cidade.
Joaquim
Antônio Cintra
Intendente
de 2 de janeiro de 1903 a 7 de janeiro de 1905.
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Natural de Atibaia.
Filho de João Antônio da Silveira Cintra e Ana Jacinta. Casou-se com
Lina de Almeida Bueno.
Foi
vereador. Durante a sua gestão na intendência municipal, iniciou a
construção do prédio do então "Grupo Escolar" e para
angariar fundos para a obra criou a polêmica "lei dos Fogões",
que obrigava cada uma das famílias a contribuir com uma quantia mensal
para a construção. A lei vigorou até 12 de dezembro de 1905, quando o
prédio da escola passou a ser propriedade do Estado. |
No seu governo
tratou também do alargamento de uma travessa da rua José Bonifácio, hoje
avenida São João.
Foi tenente -
secretário do 53º Regimento da Cavalaria da Guarda Nacional, por decreto do
presidente Campos Sales, de 29 de junho de 1901.
Faleceu no dia
4 de novembro de 1951, em Atibaia.
Cândido
da Cunha Cintra
Intendente
de 7 de janeiro de 1905 a 2 de janeiro de 1906.
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Natural de Atibaia, onde
nasceu no dia 17 de março de 1822. Filho de Jacinto da Silveira Cintra
e Maria Eufrosina da Cunha. Casado em Atibaia, com sua prima Antonieta
Cunha.
Formou-se em Direito
pela faculdade do Largo São Francisco, em 1903. Foi delegado de Polícia
em Atibaia, Piracaia, São Carlos e Piracicaba, de 1907 a 1913. Também
foi juiz de Direito de Apiaí, em 1915, e depois em Caconde, Penápolis,
Amparo e Bauru. Foi desembargador do Tribunal de Apelação - atual
Tribunal da Justiça - em 1937.
Foi na sua gestão
no governo municipal, que no dia 17 de junho de 1905 foi solenemente inaugurado
o Grupo Escolar "José Alvim".
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Faleceu em São
Paulo, em 7/12/1970.
Leopoldo
Soares do Amaral
Intendente;
de 2 de janeiro de1906 a 15 de janeiro de 1908.
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Natural de Atibaia, onde
nasceu no dia 5 de abril de 1873. Filho de Rodrigo Soares e Gertrudes
Franco do Amaral. Foi casado com Umbelina Georgina da Silveira Leite.
Foi vereador, delegado
de Polícia, juiz de Paz por muitos anos. Foi professor, fazendo parte
da banca de examinadores para a promoção de alunos matriculados nas
escolas existentes em Atibaia na época. Foi também o 1º escriturário
da Caixa Econômica Estadual, quando ainda anexada à Coletoria de
Rendas Estaduais, e um dos fundadores do Clube Recreativo Atibaiano
(primeiro secretário na primeira diretoria).
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Quando
intendente municipal criou o decreto municipal nº 100, assinado no dia 03 de
novembro de 1906, que tornava obrigatório o ensino primário no município - o
"Grupo Escolar" José Alvim passava para a história como uma das
primeiras escolas do Brasil a adotar esse sistema. Foi de sua autoria a indicação
à Assembléia Estadual para que fosse dado o nome de José Alvim à escola recém
construída em Atibaia - a atual "EE José Alvim".
Postulou como
intendente junto ao presidente do estado, o então Jorge Tibiriçá e à São
Paulo Railway a construção do ramal de Piracaia da antiga Estrada de Ferro
Bragantina, em 03 de março de 1906.
Faleceu no dia
11 de abril de 1947, em Atibaia.
Prefeitos
municipais
Com a reforma
da organização municipal, pela Lei nº 1038, de 19 de dezembro de 1906, o
cargo de intendente passou a denominar-se "PREFEITO MUNICIPAL".
Miguel
Vairo
Prefeito
municipal no período de 15 de janeiro de 1908 a 15 de janeiro de 1914.
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Natural
de Bragene Soprane - província de Salerno, na Itália - onde nasceu no
dia 4 de setembro de 1848. Filho de Rafaelo Vairo e Benedeta de Honestis.
Diplomou-se
em Medicina e Cirurgia pela Régia Universidade de Nápoles, em 29 de
julho de 1882.
Vindo
residir em Atibaia, casou-se com Veridiana Alves do Amaral, de
tradicional família atibaiana. Viúvo, casou-se com Maria Umbelina
Vairo. "Como médico, dr. Vairo prestou relevantes serviços à
pobreza atibaiana, e como homem público, não menos, a esta terra
adotou como sua".
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Foi prefeito da
cidade, prestando à mesma grandes serviços, além de sua dedicação como médico.
Servindo à população por muitos anos, cuidou da higiene da cidade e do município,
preocupando-se com a vacinação contra a varíola. Muito se dedicou à população
carente de Atibaia. Junto ao major Juvenal Alvim, foi um dos grandes responsáveis
pela construção da Santa Casa de Misericórdia, tendo muito trabalhado durante
sua construção e prestado seus serviços quando a mesma foi inaugurada.
Faleceu no dia
4 de agosto de 1935, em Atibaia.
A Lei nº 265,
de 21 de agosto de 1936, deu ao Largo da Santa Casa o seu nome.
Olegário
Amaral
Prefeito
municipal de 15 de janeiro a 2 de março de 1914.
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Filho
de Olegário José do Amaral e Ana Soares do Amaral. Natural de Atibaia.
Era
funcionário público. Foi vereador de 1914 a 1920.
Assumiu
a Prefeitura no cargo de vice-prefeito, no impedimento de titular.
Pertenceu
à tradicional família atibaiana, "sendo um cidadão que prestou
relevantes serviços à sua terra natal, quer como prefeito, funcionário
público ou provedor da Santa Casa local, por muitos anos".
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Faleceu em São
Paulo, no dia 1º de abril de 1935.
Benedito
Almeida Bueno
Prefeito
municipal de 2 de março de 1914 a 15 de janeiro de 1920.
Natural de
Juqueri - hoje Mairiporã - se transferiu para Atibaia, onde casou com Maria
Paula Almeida Bueno.
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Foi
membro do Conselho de Intendência nos primórdios da República (1892),
quando iniciou sua vida pública.
Militante
do antigo PRP (Partido Republicano Paulista), foi eleito vereador em
1901, reeleito sucessivamente até 1914, quando foi eleito prefeito.
Como vereador foi presidente e vice-presidente da Câmara Municipal, foi
juiz de Paz e delegado de Polícia. Como prefeito, realizou obras de
alargamento de ruas, construção de jardins públicos, expansão da
rede de água e reforma da rede de esgotos, demonstrando uma grande
capacidade administrativa. |
Em outubro de
1918, quando Atibaia foi assolada pela epidemia de gripe "espanhola",
fundou hospitais de emergência, prestando serviços às classes carentes. Por
tal, recebeu da população, no dia 5 de janeiro de 1919, significativa
homenagem em uma apoteótica manifestação, na principal praça da cidade (da
Matriz).
Foi capitão
assistente da 27ª Brigada de Cavalaria, nomeado pelo presidente Campos Sales,
por Decreto de 29 de junho de 1901.
Faleceu no dia
16 de junho de 1926, em Santos
Tem como
homenagem o seu nome em rua da cidade.
Manoel
de Toledo
Prefeito
municipal de 15 de janeiro de 1920 a 15 de janeiro de 1924 e de 15 de janeiro a
1 de junho de 1929.
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Nasceu
em Bragança Paulista, no dia 9 de maio de 1883. Filho do Major Jacinto
de Toledo e Adelaide de Toledo.
Estudou
no Colégio Azurara, em Bragança Paulista. Anos depois veio para
Atibaia, onde radicou-se, fazendo grande círculo de amizades.
Em 1914
casou-se com Maria José Maia.
Foi
funcionário do Cartório de Registro e Hipotecas, sendo também escrivão
do Júri por muitos anos e advogado provisionado. |
Na política,
pertenceu ao extinto Partido Republicano Paulista, situacionista na época.
"Nomeado
prefeito, muito beneficiou Atibaia com obras públicas relevantes"
Depois de
afastado da política, continuou com sua banca de provisionado - profissão que
exerceu até 1947, quando ficou gravemente doente, vindo a falecer em Jundiaí,
no dia 17 de junho de 1950.
Tem o seu nome
em uma rua da cidade.
Otávio
Passos
Prefeito
municipal de 15 de janeiro de 1924 a 15 de janeiro de 1926.
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Natural
de Atibaia, nascido em 20 de novembro de 1887. Filho de Joaquim Passos e
Maria Angélica Passos. Casou-se com Benedita Alvim.
Funcionário
do Palácio da Justiça era avaliador oficial do Fórum da Capital.
Em sua
administração como prefeito municipal, entre suas obras de relevância,
realizou a reforma do Mercado Municipal, ampliando suas dependências, e
a reforma da rede de água da cidade. Iniciou as obras de construção
da estrada que liga Atibaia à Capital (hoje Fernão Dias) e da Usina
Hidrelétrica Municipal.
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Faleceu em São
Paulo, no dia 8 de janeiro de 1949, onde se encontra sepultado.
Horácio
Neto
Prefeito
municipal no período de 1/6/1926 a 30/10/1930.
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Natural
de Amparo, nascido no dia 26 de janeiro de 1881. Filho de Manoel José
Neto e Francisca de Campos Neto.
No período
de 1/6/1926 a 15/1/1927, exerceu o cargo de vice-prefeito e no período
de 15/1/1927 a 30/10/1930 exerceu efetivamente o cargo depois de sua
eleição para prefeito.
Durante
o seu governo dedicou-se, entre outros serviços, à Usina Hidroelétrica
Municipal - inaugurada em seu governo e que foi uma grande obra para a
época.
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Foi também no
seu governo que aconteceu a Revolução de 1930, tendo sido deposto de seu cargo
pela Junta Governativa de Atibaia.
Faleceu em
Atibaia, no dia 26 de maio de 1953.
Tem seu nome em
uma das vias públicas da cidade.
Sebastião
Theodoro Pinto
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Prefeito
municipal no período de 30 de outubro de 1930 a 14 de abril de 1931; de
2 de julho de 1932 a 18 de abril de 1933 e de 26 de julho de 1934 a 16
de julho de 1936.
Natural
de Pirassununga. Nascido no dia 18 de setembro de 1876. Filho de José
Theodoro Pinto e Ana Maria da Conceição Leite.
Foi
casado com Catharina Rodrigues dos Santos, tendo deixado numerosa
descendência.
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Governou em três
períodos, quase todos de grande agitação política., tendo dado num deles a
Revolução de 1932, onde disponibilizou ao Major Theodoro voluntários e
reformou campo para pouso de aviões, atrás do Cemitério Municipal. Em seu
primeiro mandato foi escolhido pela junta governativa, e depois nomeado por
decreto do interventor federal no Estado.
Foi um dos líderes
do então partido constitucionalista, depois UDN - União Democrática Nacional.
Construiu o
jardim e o coreto da Praça Aprigio de Toledo, além de outras obras municipais.
Faleceu no dia
2 de junho de 1950, em Atibaia, onde se encontra sepultado.
Tem o seu nome
em logradouro público, através da Lei nº 137, de 30 de agosto de 1950.
Antônio
Gabriel do Amaral
Prefeito
municipal no período de 18 de março de 1933 a 26 de julho de 1934.
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Natural
de Atibaia, nasceu no dia 12 de agosto de 1883. Filho de Antônio
Gabriel do Amaral e de Maria Jacinta da Silveira.
Foi
casado com Maria Isabel Urioste.
Foi
fazendeiro, vereador e presidente da Câmara Municipal pelo antigo PRP -
Partido Republicano Paulista.
Faleceu
em Atibaia, no dia 28 de julho de 1965, onde se encontra sepultado. |
Voto
das mulheres foi direito reconhecido em 16 de julho
O dia 16 de julho é a data da promulgação da Constituição de 1934, que
garantiu o direito do voto às mulheres.
A Constituição de 1934 foi a segunda da República e a terceira do Brasil. Sua
finalidade era atender às reivindicações da Revolução de 32, refletindo uma
época de mudanças econômicas e sociais.
O direito ao voto das mulheres e dos maiores de 18 anos foi incorporado à
Carta. A União passou a ter o direito de monopolizar, "por motivo de
interesse público", determinados segmentos industriais. A Constituição
previu também a nacionalização progressiva dos bancos. A propriedade do solo
foi separada da do subsolo, que passou a pertencer ao Estado.
Embora resultado da ditadura de Getúlio Vargas, com os Estados perdendo parte
de sua autonomia, a Constituição de 34 reuniu medidas que beneficiaram as
mulheres e os trabalhadores. Foram instituídos o salário mínio, a jornada de
trabalho de oito horas, o repouso semanal, as férias remuneradas e a indenização
por dispensa do trabalho sem justa causa.
A Constituição reconheceu ainda os sindicatos e as associações
profissionais. Incorporou a Justiça Eleitoral e instituiu a Justiça do
Trabalho.
Benedito
Peranovich
Prefeito
municipal no período de 11 de fevereiro a 30 de abril de 1936.
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Natural de Atibaia,
nasceu no dia 13 de outubro de 1902. Filho de Bartholomeu Peranovich e
Catarina Peranovich. Foi casado com Maria de Jesus Alvim Almeida.
Enviuvando-se, casou-se novamente com Virgilia Silveira.
Iniciou sua carreira
como funcionário público na Prefeitura Municipal de Atibaia, onde
exerceu o cargo de contador, até janeiro de 1942, quando foi
requisitado pelo Departamento das Municipalidades para prestar serviços
na Secretaria da Fazenda, devido aos seus conhecimentos em contabilidade
pública (Benedito Peranovich se revelou um dos melhores contadores da
época).
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Neste setor da
Administração Pública, aposentou-se no dia 8 de abril de 1963, no cargo de
diretor chefe da S.C.S. - 206.
Durante sua
gestão no Executivo Municipal, executou o plano elaborado pela administração
anterior: o ajardinamento da Praça Aprigio de Toledo. Também realizou a
enumeração dos prédios pelo sistema de metragem.
João
Batista Conti
Prefeito
municipal no período de 16 de julho de 1936 a 5 de abril de 1945; prefeito
sanitário de 20 de dezembro de 1945 a 11 de abril de 1947.
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Natural de Atibaia.
Nascido no dia 1º de setembro de 1903. Filho de Henrique Conti e
Benvinda Peçanha de Moraes. Foi casado com Maria Mercedes Salafia.
Foi um dos mais
importantes intelectuais de Atibaia, destacando-se como administrador
durante os nove anos que exerceu o cargo de governador da cidade.
Destacou-se também como historiador e folclorista, sendo autor de várias
obras. Foi condecorado com a Medalha Silvio Romero, pela Prefeitura do
Distrito Federal, quando participou do I Congresso Brasileiro de
Folclore - realizado no Rio de Janeiro, em 1951. Também foi membro da
Sociedade Paulista de Escritores e grande colaborador da imprensa local.
Foi responsável, em sua gestão, pela instalação do Museu Municipal,
que hoje tem o seu nome.
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Durante o seu
governo, promoveu o calçamento da cidade e construiu o Clube de Campo, hoje
"Parque Edmundo Zanoni", e o matadouro municipal.
Faleceu em
Atibaia em 27 de janeiro de 1967.
Pedro
Alvim
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Prefeito
municipal no período de 5 de abril de 1945 a 16 de maio de 1945.
Nascido
em Atibaia, no dia 16 de julho de 1899. Filho do Cel. José Francisco de
Campos Bueno e Maria Tereza Silveira Bueno.
Exercia
o cargo de tesoureiro da Prefeitura Municipal, quando foi então nomeado
pelo interventor federal no Estado, para exercer, em comissão, o cargo
de prefeito do município.
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Prefeito Sanitário
Com a elevação de Atibaia à categoria de
Prefeitura Sanitária - de acordo com a Lei nº 14.666, de 18 de abril de 1945 -
passou o cargo do executivo a chamar-se "PREFEITO SANITÁRIO".
João Teixeira da Silva Braga
Prefeito sanitário de 20 de dezembro de 1945 a 11
de abril de 1947 e de 09 de março de 1950 a 07 de junho de 1951.
Natural de São Paulo, onde nasceu no
dia 3 de setembro de 1911. Filho do Cel. Joaquim Teixeira da Silva Braga
e Iracema Teixeira da Silva Braga.
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Fez os cursos primário e secundário
no Instituto Dom Bosco, na capital de São Paulo, e o curso superior na
Faculdade de Farmácia e Odontologia da Universidade de São Paulo.
Casou-se com Célia
Caparica.
Ocupou em Atibaia, além da chefia do
Executivo, as presidências dos clubes Recreativo Atibaiano e São João Futebol
Clube; foi juiz de Paz e um dos fundadores do Abrigo de Menores - hoje "Lar
D. Mariquinha do Amaral".
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Como prefeito deu andamento a diversas obras públicas
iniciadas pelo seu antecessor, e iniciou outras.
Atibaia teve uma prefeita em 1947
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Maria José Silva Salgado, a dona Cotinha, que foi secretária da
Prefeitura e ocupou, no ano de 1947, o cargo de prefeito interino de Atibaia.
Maria José foi indicada por decreto do então
governador do Estado, Adhemar de Barros, para substituir o prefeito
sanitário João Teixeira da Silva Braga, que pediu exoneração do
cargo. O cargo foi assumido em 24 de março de 1947, e em 25 de abril
do mesmo ano, transmitido ao novo prefeito sanitário, dr. Oswaldo
Urioste, também nomeado pelo governador.
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Oswaldo Urioste
Prefeito
sanitário no período de 12 de abril de 1947 a 04 de agosto de 1949.
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Natural de Atibaia, onde nasceu no dia 2 de agosto de
1898. Filho do Cel. Theófilo Urioste e Francisca Martins Urioste.
Formou-se pela Faculdade de Medicina da Praia
Vermelha, da Universidade do Brasil, em 1924. Especializou-se em Oftalmologia em
universidades da França e Alemanha; e em Bacteriologia, no Instituto de
Manguinhos, no Rio de Janeiro. Foi representante do estado de São Paulo no IV
Congresso de Oftalmologia da capital da República.
Faleceu no dia 3 de abril de 1961, em São
Paulo.
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Rosendo Correa de Aguirre
Prefeito
sanitário de 04 a 18 de agosto de 1949.
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Nascido em Atibaia, no dia 18 de
agosto de 1920, filho de Juvenal Aguirre e Tereza Egerte Aguirre.
Casou-se em Atibaia, com Celina Pires
Aguirre.
Formou-se cirurgião-dentista pela
Faculdade Fluminense de Medicina, em 1944.
Foi vereador e presidente da Câmara
Municipal, ocasião em que ocupou, interinamente, o cargo de prefeito sanitário.
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Embora acidentalmente e em curto período na
Administração Municipal, deu, durante o seu governo, andamento aos serviços
municipais, como, por exemplo, ao calçamento da então rua José Bonifácio -
hoje Avenida São João.
Coronel Miguel Brizola de
Oliveira
Prefeito
sanitário
no período de 18 de agosto de 1949 a 09 de março de 1950.
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Natural de Presidente Prudente, onde
exerceu também, por vários anos, o cargo de prefeito e tabelião.
Desenvolveu na sua administração
especialmente serviços de conservação e construção de estradas
municipais e pontes. Concluiu também o calçamento da rua José Bonifácio
(hoje avenida São João).
Faleceu em Presidente Prudente, na década de
80.
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Walter Engracia de Oliveira
Prefeito
sanitário no período de 13 de junho de
1951 a 7 de dezembro de 1954.
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Natural de Ribeirão Preto, onde nasceu no dia 14 de
janeiro de 1924. Filho de Antônio Engracia de Oliveira e Olinda Tahan
Engracia de Oliveira.
Engenheiro civil, formado pela Escola Politécnica
da Universidade de São Paulo. Fez curso de Engenharia Sanitária na antiga
Faculdade de Higiene e Saúde Pública da USP. Foi professor catedrático de
Saneamento do Meio, da então Faculdade de Higiene e Saúde Pública da USP, de
1965 a 1981. Após sua aposentadoria em 1981, recebeu o título de professor emérito
da USP. Professor visitante da West Virgínia University - Departament of Civil
Enginering (EUA), de 1971 a 1972. Diretor da Faculdade de Saúde Pública da USP
de 1972 a 1976. Durante a sua administração, com plano de obras aplicado,
Atibaia o perpetuou como um dos maiores prefeitos da sua história.
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Obras que se destacaram durante sua gestão:
criação e instalação do Museu Municipal, da Biblioteca Pública e do Paço
Municipal; reforma total do Clube de Campo (atual "Parque Edmundo Zanoni");
calçamento de quase todas as ruas do perímetro urbano da cidade e construção
de uma nova rede de distribuição de águas.
Francisco Afonso Albuquerque
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Prefeito
sanitário no período de 11 de fevereiro
de 1955 a 8 de fevereiro de 1956.
Natural de Natal, estado do Rio Grande
do Norte, onde nasceu no dia 26 de junho de 1926. Filho de Manoel
Bezerra de Albuquerque e Maria Genuina Bezerra de Albuquerque.
Engenheiro civil formado pela Escola
Politécnica da Universidade de São Paulo, em 1953.
Durante a sua administração como prefeito,
continuou o calçamento da cidade, em especial da Rua 13 de maio.
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Marco Vinicio Chiochetti
Prefeito
sanitário no período de 08 de fevereiro a 9 de agosto de 1956; prefeito
municipal de 18 de outubro de 1958 a 18 de outubro de 1962.
Natural de São Paulo, onde nasceu no dia 31 de maio de
1916. Filho de Leonelo Chiochetti e Margarida Chiochetti. Radicou-se em
Atibaia com a família, quando ainda era criança. Cursou o primário no
então "Grupo Escolar José Alvim".
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Foi vereador pelo antigo PR - Partido
Republicano. Foi prefeito sanitário nomeado pelo então governador Jânio da
Silva Quadros, de 8 de fevereiro a 9 de agosto de 1956. Em outubro de 1958 foi
eleito prefeito municipal. Durante sua gestão a cidade recebeu muitos
melhoramentos: restauração do prédio da antiga cadeia, onde hoje é o Museu
Municipal "João Batista Conti"; construção do grupo escolar do
bairro do Tanque, da Casa da Agricultura e dos prédios da Estação Rodoviária
e do Mercado Municipal; construção da rodovia de acesso à cidade - avenida
Carvalho Pinto; pavimentação de duas pistas; colocação de uma unidade
geradora, de 600 kwa, na Usina Hidroelétrica Municipal.
Com recursos municipais, construiu ainda os prédios
do Depósito Municipal e da Garagem Municipal, realizou pavimentação da parte
baixa da cidade e serviços de águas pluviais às mesmas.
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Faleceu em Atibaia no dia 23 de outubro de
1976.
Edmundo Zanoni
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Prefeito
sanitário no período de 10 de agosto de 1956 a 5 de maio de 1958; prefeito
municipal de 5 de maio de 1964 a 03 de outubro de 1965.
Natural de Itatiba, nasceu no dia 7 de outubro de 1895.
Filho de Júlio Zanoni e Belmira Malerba Zanoni.
Era agrimensor em Jarinu, onde residiu por muitos anos
antes de se transferir para Atibaia. Ingressou na política, fazendo
parte da "União Democrática Nacional", pela qual foi eleito
vereador por nomeação do governador do Estado, Jânio da Silva
Quadros.
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Durante a sua gestão tiveram prosseguimento vários
serviços públicos, como: ajardinamento de praças públicas, construção do
Grupo Escolar de Alvinópolis, calçamento e instalação de rede de água e
esgoto em vários trechos de ruas, execução do projeto e início das obras de
construção e ajardinamento do Paço Municipal e da avenida Carvalho Pinto -
que liga a cidade à rodovia Fernão Dias.
Nas eleições de outubro de 1962, foi eleito
vice-prefeito e assumiu a prefeitura em 05 de maio de 1964, com a vacância
desse cargo.
Faleceu em 03 de outubro de 1965, no exercício
do cargo.
Oswaldo Raposo do Amaral
Prefeito
sanitário de 6 de maio de 1958 a 13 de outubro de 1958.
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Natural de Jaboticabal, nasceu em março
de 1919. Filho de Américo do Amaral Pinto e Elvira Raposo do Amaral.
Concluiu o curso ginasial no Liceu
Pasteur, em São Paulo; cursou pré-jurídico e Bacharelado na Faculdade
de Direito do Largo São Francisco, na USP.
Exerceu o cargo de prefeito sanitário por
nomeação do então governador do estado, Jânio da Silva Quadros. Dentre as
obras do seu governo, destacaram-se: construção do grupo escolar do Alvinópolis
- atual EE Estudante Ednaldo Sales; iniciou a construção da atual avenida
Carlos Alberto de Carvalho Pinto, entre outras.
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Prefeito Municipal
Com a emenda nº 2, de 14 de janeiro de 1958 -
que acrescentou um parágrafo ao artigo 71 da Constituição Estadual,
determinando eleições para prefeitos na Capital e estâncias - voltou o cargo
a denominar-se "PREFEITO MUNICIPAL".
Geraldo da Cunha Barros
Prefeito
municipal no período de 18 de outubro de 1962 a 30 de dezembro
de 1964.
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Nascido em Botucatu, em 11 de junho de 1913. Filho do
Cel. Napoleão Carvalho de Barros e Malvina Conceição de Barros. A família
mudou-se para Atibaia em 1931.
Cursou Direito na Faculdade do Largo São
Francisco da Universidade de São Paulo, formando-se em 1944. Montou escritório
de advocacia em Atibaia e ingressou, ao mesmo tempo, na política local,
filiando-se à antiga UDN - "União Democrática Nacional", pela qual
foi eleito vereador em diversas legislaturas.
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No dia 3 de outubro de 1962, foi eleito
prefeito municipal, com a votação mais expressiva da história de Atibaia.
Planejou diversas obras públicas, mas executou apenas algumas delas.
Foi presidente do Clube Recreativo Atibaiano e
da Associação Atlética Cetebê.
Seu governo foi muito tumultuado, culminando
com seu afastamento do cargo, pelo regime militar instalado em 31 de março de
1964.
Depois de encerrada sua vida política,
dedicou-se exclusivamente à advocacia. Faleceu em Atibaia em 19 de outubro de
1976.
Foi cassado pela Câmara Municipal em 4 de
maio de 1964, em sessão com a presença de apenas sete vereadores. Retornou várias
vezes por meio de ações judiciais, até julgarem sua renúncia, em 30 de
dezembro de 1964, quando deixou definitivamente o cargo de prefeito.
A Câmara Municipal restabeleceu seus direitos
políticos, anulando os atos arbitrários que culminaram com sua cassação e
renúncia, por decreto de dezembro de 1998, numa atitude inédita de restauração
da História.
Faleceu em Atibaia, no dia 19 de outubro de
1976.
Tito Livio Garini
Prefeito municipal; no período de 5 de dezembro de 1965 a 28 de março de 1966.
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Natural de Itapiú, onde nasceu no dia
24 de outubro de 1912. Filho de Umberto Garini e Maria Basso Garini.
Casou-se com Ada P. Garini.
Formou-se em Economia e Direito pela
Faculdade de Direito de Pouso Alegre.
Foi vereador e assumiu o cargo de prefeito na
qualidade de presidente da Câmara Municipal, devido à morte do titular do
cargo e por força do Ato Institucional nº 02, foi nomeado interventor federal
em Atibaia.
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Foi advogado e funcionário público federal
(coletor federal). Teve marcada atuação nos campos social e desportivo da
cidade; foi presidente do Clube Recreativo Atibaiano e da Associação Atlética
Cetebê.
Antonio Júlio de Toledo
Garcia Lopes
Prefeito municipal no período de
15 de novembro de 1966 a 02 de fevereiro de 1970.
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Natural de Barretos. Nascido em 5 de
fevereiro de 1927. Filho de Arthur Garcia Lopes e Clotilde de Toledo
Garcia Lopes. Radicado em Atibaia na década de 40, onde casou-se com
Maria da Graça Profeta.
Eleito prefeito municipal no dia 15 de
novembro de 1966, tomando posse no dia 19 de dezembro do mesmo ano.
Assumindo o cargo de chefia do Executivo,
realizou, em especial, reformas em diversos setores da Administração Municipal
e serviços nas áreas da Educação e Assistência Social, além da construção
de estradas municipais.
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Também foram realizados, durante sua gestão,
os primeiros estudos para a encampação da Usina Hidroelétrica Municipal pelas
Centrais Elétricas de São Paulo.
Olavo Amorim Silveira
Prefeito municipal no período de 2 de fevereiro de 1970 a 11 de maio de 1971.
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Natural de Santa Cruz do Rio Pardo.
Nascido em 30 de dezembro de 1912. Filho de Francisco da Silveira Castro
e Benedita Amorim Silveira. Casado com Lilia de Matos Pacheco Silveira.
Iniciou seus estudos em Taquaritinga,
onde cursou o Ensino Fundamental.
Em Araraquara iniciou o curso na Faculdade de
Odontologia, concluindo-o na Universidade de São Paulo, em 1931. Concluiu também
o curso de Administração de Empresas na Fundação Getúlio Vargas, em São
Paulo, em 1954.
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Assumiu o cargo de prefeito municipal no dia 2
de fevereiro de 1970, após ter tomado posse na Capital do estado, no gabinete
do secretário de Estado dos Negócios da Justiça.
Seu governo foi notável pelo grande número
de obras que realizou - algumas de grande porte - em tão pouco tempo de governo
(15 meses): Parque das Águas; Feira Permanente de Produtos; desapropriação de
prédios para ajardinamento do Largo do Museu; Campo de Aviação; reforma do prédio
da Empresa Elétrica para a instalação das seções da Divisão de Educação,
Cultura, Saúde e Assistência Social - dentre elas a Biblioteca Pública
Municipal e jardins Vista Alegre, no Alvinópolis, e Norte-Sul, na Vila Rica -
reforma dos jardins das praças Aprígio de Toledo e Guilherme Gonçalvez;
implantação de novo sistema de água pura e filtros-tanques para água potável;
implantação do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE); Cemitério do
Alvinópolis, no sistema americano; construção e conservação de estradas com
construções de mais de 50 bueiros, linhas de tubos e pontes - na cidade e zona
rural; apedregulhamento de ruas e estradas com compactação; guias e sarjetas
em várias ruas, com aproximadamente 5 quilômetros de extensão e conservação
de ruas e asfaltamento da rua 13 de Maio, no trecho que vai até o Parque das Águas,
além da compra de três caminhões, sendo um equipado com hidráulico para
levantamento de pesos (tipo Munck), um trator e um rolo compactador giratório.
Segundo consta, todas as obras e compras foram
realizadas por ele sem a efetuação de empréstimos, utilizando-se apenas de
recursos financeiros, orçamentários e com a contribuição da Conter-Construções
e Comércio S/A - empreiteira da qual era diretor - presidente, responsável
pelo trecho Atibaia/Perdões/ramal de Piracaia e parte de Nazaré Paulista, da
rodovia Campinas-Jacareí.
Durante sua Administração realizou também a
reformulação do Código Tributário, da estrutura administrativa da
Prefeitura, do Estatuto do Funcionamento Municipal, do Código de Obras e de inúmeras
leis.
Omar Zigaib
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Prefeito municipal no período de 07 de maio de 1971 a 04 de julho de 1975.
Nasceu em Atibaia, em 15 de abril de
1935. Filho de Abrahão Zigaib e Mafalda Maria Rosa Zigaib.
Realizou seus primeiros estudos em
Atibaia - o primário no "José Alvim" e o de Contabilidade no
Instituto "Gertrudes Pires Alvim". Mais tarde, formou-se em
Direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, concluindo o curso
em 1963.
Foi nomeado prefeito de Atibaia pelo então
governador do Estado, Laudo Natel.
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Logo de início preocupou-se em reorganizar os
serviços administrativos, cujos estudos foram concluídos em fins de 1973. Também
deu nova regulamentação a diversos setores da Administração Municipal,
buscando seu melhor funcionamento.
Em relação a obras públicas, construiu nova
estação de tratamento de água, com reservatório com capacidade de 500 mil
litros e novas redes de água e esgoto - a primeira de 38 mil m² e a segunda de
15 mil m².
Sua administração privilegiou as obras de
saneamento básico, principalmente no bairro do Alvinópolis; criou o Parque das
Águas (Balneário) e a Feira Permanente de Produtos; implantou o SAAE e
construiu o cemitério do Alvinópolis.
Outros setores que também recebeu atenção
durante sua administração foram: Assistência Social, através da criação da
ASA (Assistência Social de Atibaia) e fornecimento de passes escolares para
alunos da zona rural; Saúde, com a ampliação da Santa Casa de Misericórdia;
e Educação, com a construção de onze prédios escolares e um Centro Cívico
e Esportivo.
Aumentou a frota de máquinas e veículos da
Prefeitura, cuidando também da conservação de estradas municipais, reformas e
construções de novas pontes. Cemitérios e mercados foram reformados e a
pavimentação da cidade, com paralelepípedos e asfalto - teve uma continuidade
de 50 mil m².
Constituiu um Grupo de Trabalho para estudar a
implantação de novas indústrias no município, bem como a criação da
Empresa de Desenvolvimento de Atibaia S.A., para a execução de obras e serviços
comunitários.
Com recursos da União e do Estado, foram
construídos, durante sua gestão, os prédios das agências de Correios,
unidades integrais de Ensino, nos bairros do Alvinópolis e da Ponte, o Centro
de Saúde e as reformas dos grupos escolares do município e a remodelação das
praças Claudino Alves e Bento Paes.
José Aparecido Ferreira
Franco (Cido Franco)
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Prefeito municipal de 9 de
julho de 1975 a 19 de maio de 1979; e de 01 de janeiro de 1989 a 31 de dezembro
de 1992.
Natural de Piracaia, nasceu em 27 de outubro de 1923.
Foi advogado e empresário. Em 1947, quando chegou em Atibaia, passou a
atuar como empresário no setor de transporte. Em 1956 ingressou no ramo
de transportes coletivos (Auto Viação Atibaia-São Paulo e coligadas).
Estreou na política em 1960, através do PSD
- Partido Social Democrata; elegeu-se suplente de vereador e assumiu em 1962,
durante licença do vereador Otávio Cintra.
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Foi um dos líderes do movimento de 31 de março
em Atibaia e um dos fundadores da antiga ARENA - Aliança Renovadora Nacional,
partido no qual ocupou vários cargos, inclusive a presidência. Com a extinção
da Arena, filiou-se ao PDS - Partido Democrático Social.
Foi prefeito nomeado pelo governador do estado
da época, Paulo Egídio Martins, no período de 1975 a 1979 e prefeito eleito
para o mandato de 1989 a 1992. Em 1996 foi eleito vice-prefeito na chapa do
prefeito Pedro Maturana.
Faleceu em Atibaia, em 05 de março de 1997.
Takao Ono
Prefeito
municipal 19 de maio de 1979 a 01 de janeiro de 1983.
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Natural de Cotia (SP), nasceu em 17 de
julho de 1934. Casado com Sumiko Ono.
Técnico agrícola, com passagem pela
Casa da Agricultura local.
Foi vereador em 1963, 1968, 1972, 1976, 1992 e
1996; ocupando o cargo de presidente da Câmara Municipal em 1972 e 1977/78;
exerceu a legislatura pela antiga ARENA - Aliança Renovadora Nacional, depois
PDS - Partido Democrático Social, e atualmente pelo PPB. Em 1998 foi eleito
vice-prefeito na chapa de José Aparecido Ferreira Franco.
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Gilberto Sant’Anna
Prefeito
municipal de 01 de janeiro de 1983 a 31 de dezembro de 1988.
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Natural de São Paulo, nasceu em 15 de abril de 1940.
Filho de Alfredo Sant’Anna e de Adelaide Fernandes de Sant’Anna. Foi
casado, pela primeira vez, com Cleide Maria Gonçalves de Sant’Anna e,
pela segunda vez, com Dilara Rubia Pereira.
Fez o curso primário em Atibaia, na Escola
Particular 03 de Maio, da professora Aracy Bueno Conti, em 1946, e no Grupo
Escolar José Alvim, de 1947 a 1950. O curso ginasial e colegial no Colégio
Estadual e Escola Normal "Juvenal Alvim".
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Bacharel em Direito pela Faculdade de Direito
do Largo São Francisco da USP. Foi aluno da antiga da Faculdade de Filosofia,
Ciências e Letras da USP, no curso de Português (incompleto). Fez o curso de pós-graduação
"lato sensu" em Direito do Trabalho na Universidade São Francisco,
com créditos incompletos.
É advogado trabalhista militante desde 1996,
de entidades sindicais desde 1970; assessor de diversos parlamentares e membros
do Poder Executivo, em âmbito federal e estadual; Diretor da Faculdade de Ciências
Jurídicas da Universidade São Francisco; professor de curso preparatório da
Ordem dos Advogados do Brasil, autor de diversos artigos jurídicos e literários,
publicados em jornais e revistas especializados.
Político militante do antigo MDB - Movimento
Democrático Brasileiro, elegeu-se prefeito de Atibaia. À frente da Prefeitura,
sua administração deu ênfase, principalmente, às áreas da Saúde e Educação.
Flávio Callegari
Prefeito
municipal de 01 de janeiro de 1993 a 31 de dezembro de 1996.
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Natural de São Paulo. Filho de Lúcio
Domingos Callegari e de Maria Callegari; casado com Tereza Gomes
Callegari.
Administrador de empresas, ingressou
na vida política na capital do Estado como suplente de vereador pelo
antigo MTR - Movimento Trabalhista Renovador.
Chegou em Atibaia na década de 1960. Foi
candidato a prefeito em 1982, pela antiga ARENA (Aliança Renovadora Nacional) e
em 1998 pelo PFL (Partido de Frente Liberal) - partido pelo qual elegeu-se
prefeito em 1992.
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Foi presidente do Rotary Club de Atibaia, da
Associação Comercial de Atibaia, da Casa do Pequeno Trabalhador - Capeta - e
do São João Tênis Clube e vice-presidente da Associação Paulista dos Municípios.
Atualmente é tesoureiro da entidade.
Dentre outras realizações, sua administração
foi responsável pela implantação da Usina de Reciclagem e Compostagem de
Atibaia (Estação de Tratamento de Lixo); pela Estação de Captação e
Tratamento de Água (ETA II), no Jardim Cerejeiras; pela construção da avenida
Maria Alvim Soares e asfaltamento de diversos bairros através do Plano
Extraordinário de Obras.
Pedro Maturana
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Prefeito
municipal de de 01 de janeiro de 1997 a 31 de dezembro de 2000.
Natural de Jaci (SP), na Alta
Araraquarense; radicado na cidade desde a década de 40.
Filho de Luiz Maturana e de Joana
Fernandez. Foi casado pela primeira vez com Benedita Ferreira e pela
segunda com Apparecida Pinheiro.
Iniciou sua vida pública através do antigo
PSP e fez parte dos diretórios da ARENA, do PDS e PFL, atualmente é filiado ao
PPB.
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Vereador em diversas legislaturas, ocupou os
cargos de presidente e vice-presidente, 1º secretário e 2º secretário da Câmara
Municipal. Constituinte e presidente da Comissão de Defesa do Cidadão, da
Sociedade e do Meio Ambiente na elaboração da Lei Orgânica Municipal.
Foi um dos vereadores com o maior número de
mandatos exercidos no Brasil. Eleito prefeito municipal em outubro de 1996 com
expressiva votação, foi vice-prefeito no mandato anterior, cujo prefeito foi
Flávio Callegari.
Foi cassado duas vezes pela Câmara Municipal
por irregularidades administrativas, em 04 de junho de 1998, voltando ao exercício
em 26 de junho de 1998 e em 08 de julho de 1998, quando retornou por liminar da
Justiça. Em sua ausência no Poder Executivo, assumiu o cargo o então
presidente da Câmara Municipal, Marcos Vinício Silveira, em razão do
falecimento do vice-prefeito José Aparecido Ferreira Franco, ocorrido no início
do mandato.
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