Galeria de Prefeitos

Intendentes

Proclamada a República, a Constituição Estadual de 14 de julho de 1891 estabelece que "a organização dos municípios ficaria determinada por lei ordinária" (Artigo 53). Em 13 de novembro de 1891, foi promulgada a Lei nº 16, que tratava da organização dos municípios do estado de São Paulo: o município passa a ser governado pelo Legislativo (Câmara Municipal), cujas deliberações seriam executadas pelo vereador anualmente eleito pela mesma Câmara. "Nos municípios onde convier que a execução seja desdobrada por seções, poderão as câmaras eleger mais de um executor".

"Os vereadores a que se refere o artigo antecedente terão a denominação de INTENDENTES".


José Francisco de Campos Bueno 

Intendente de 29 de novembro de 1892 a 10 de janeiro de 1895. 

Conhecido como "Zé Bim", José Francisco de Campos Bueno nasceu em Atibaia em 20 de novembro de 1856, como membro de uma família próxima ao fundador da cidade, Jerônimo de Camargo. Seus pais: José Alvim de Campos Bueno e Gertrudes Maria de Campos Bueno. Casou-se com Maria Tereza da Silveira.

Fez os primeiros estudos em Atibaia, onde também cursou Humanismo, com o professor José Pereira da Mota.

Pertencia ao Partido Liberal desde o Império e herdou do pai a chefia do Partido Republicano na cidade. Foi eleito vereador, pela primeira vez, em 1887, e reeleito posteriormente. Foi presidente da Câmara Municipal em diversas legislaturas. Destacou-se pelo trabalho constante, melhoria dos logradouros públicos da cidade: foi o responsável pelo primeiro calçamento da rua José Lucas, principal via da cidade à sua época.

Em 15 de fevereiro de 1895 retirou-se da vereança ao aceitar o cargo de tabelião de notas pois "tornava-se incompatibilizado para as funções de vereador". Mesmo assim continuou prestando serviços à cidade e seu nome esteve ligado a todos os melhoramentos que se fizeram em Atibaia depois de sua saída da Câmara.

Foi tenente-coronel do 75º Batalhão da Reserva da Guarda Nacional, nomeado pelo presidente Campos Sales, por decreto de 29 de junho de 1901.

Faleceu no dia 24 de julho de 1913, com apenas 56 anos.

Através da Lei nº 184, de 3 de janeiro de 1916, foi dado seu nome - José Bim - a uma rua pública, no centro da cidade.


José Egidio da Silveira

Intendente de 1 de janeiro de 1895 a 7 de janeiro de 1896.

Natural de Amparo. Nascido em 13 de setembro de 1864. Filho de José Joaquim do Amaral e Silva e Maria Franco do Amaral. Casou-se com Delfina Franco da Silva.

Foi vereador, inspetor escolar e Juiz de Paz por muitos anos. Era capitão - assistente do 75º Batalhão de Infantaria da Guarda Nacional por nomeação do presidente Campos Sales (Decreto de 29 de junho de 1901).

Faleceu no dia 14 de março de 1914, em Atibaia.


Olegário Barreto 

Intendente de 7 de janeiro de 1896 a 7 de janeiro de 1899.

Natural de Itapetininga, onde nasceu no dia 26 de junho de 1864. Filho de Izidoro da Silveira Barreto e Carolina da Silveira Barreto.

Casou-se em Atibaia com Maria Joana Pires de Camargo, descendente da tradicional família paulista.

Foi fazendeiro, vereador e fundador do Clube Recreativo Atibaiano e da Santa Casa de Misericórdia de Atibaia.

Durante sua gestão na Intendência local, construiu o primeiro matadouro e regulamentou o serviço de matança de gado do município, conforme Lei nº 10, de 1 de junho de 1897.

Foi tenente-coronel comandante do 53º Regimento da Cavalaria da Guarda Nacional, nomeado por Decreto de 29 de junho de 1901, assinado pelo presidente Campos Sales.
Faleceu aos 24 de dezembro de 1914, com 50 anos de idade.


Adolfo André 

Intendente de 7 de janeiro de 1899 a 2 de janeiro de 1900; de 2 de janeiro de 1901 a 7 de janeiro de 1902. 

Vereador em diversas legislaturas. Como intendente, tomou medidas com o objetivo de regularizar as finanças municipais, modificando tabelas de impostos e criando o cargo de procurador da Câmara, com atribuições de promover a cobrança judicial dos impostos atrasados (Lei nº 19, de 15 de maio de 1899 e Lei nº 21, de 2 de junho de 1899).

Era jornalista e trabalhou ativamente na imprensa da cidade. Foi tenente-coronel comandante do 223º Batalhão de Infantaria da Guarda Nacional, por decreto do presidente Campos Sales, de 29 de junho de 1901.

Por ato de 3/11/1911, a Câmara deu a uma via pública o seu nome.


Juvenal Alvim  

Intendente no período de 2 de janeiro de 1900 a 2 de janeiro de 1901. 

Natural de Atibaia. Filho de José Alvim de Campos Bueno e Gertrudes Maria de Campos Bueno (por parte de pai, descendente direto de Jerônimo de Camargo, fundador de Atibaia). Casou-se com Gertrudes Pires de Camargo.

Iniciou na política como membro do Conselho de Intendência, em 1892. Eleito suplente de vereador, tomou posse em 07 de janeiro de 1899. Em 1901 foi eleito vereador e assumiu a presidência da Câmara. Em 1903 iniciou as obras do então "Grupo Escolar", inaugurado em 1905. A seguir construiu o reservatório de água para abastecimento da cidade.

Foi um dos pioneiros no processo de industrialização do Brasil; fundador da fábrica de tecidos São João (em 1907), que gerou muitos empregos na cidade; instalou a rede de energia elétrica, com a construção de uma usina hidroelétrica, ainda hoje existente.

Em 1913 deixou a presidência da Câmara, mas continuou promovendo o progresso em Atibaia. Foi o responsável pela construção do Hospital da Santa Casa de Misericórdia, do antigo Hotel Municipal, do antigo Cine-Teatro República, da construção da antiga estrada de rodagem que ligava Atibaia à São Paulo, inaugurada em 1927. Iniciou o calçamento da cidade a partir da praça da Matriz e fundou o Ginásio - hoje "Major Juvenal Alvim"; removeu e transferiu o cemitério municipal do largo do Rosário para onde está hoje. Foi o responsável pela implantação da primeira rede de esgoto da cidade.

Foi grande fazendeiro e comerciante de café. Homem simples, era conhecido em Atibaia como "pai da pobreza".

Juvenal Alvim foi major-fiscal do 223º Batalhão de Infantaria da Guarda Nacional, através do Decreto de 29 de junho de 1901, do presidente Campos Sales.

Faleceu no dia 9 de fevereiro de 1936, em Atibaia.

Tem o seu nome em uma via pública.


José de Aguiar Peçanha

Intendente de 7 de janeiro de 1902 a 2 de janeiro de 1903; prefeito municipal de 14 de março de 1931 a 2 de julho de 1932.

Natural de Atibaia e filho de João Peçanha Franco Correia e Jesuina Peçanha. Foi casado com sua prima Leonídia Bueno da Rocha.

Foi também vereador. Prestou inúmeros serviços à causa pública. Foi um dos fundadores da Vila de São Vicente, em 1930, hoje Lar São Vicente de Paula. Foi fazendeiro de café e capitão ajudante de ordens da 75º Brigada de Infantaria da Guarda Municipal.

Faleceu em 11 de novembro de 1947, em Atibaia.

A Câmara Municipal, homenageando-o, deu o seu nome a uma das ruas da cidade.


Joaquim Antônio Cintra

Intendente de 2 de janeiro de 1903 a 7 de janeiro de 1905. 

Natural de Atibaia. Filho de João Antônio da Silveira Cintra e Ana Jacinta. Casou-se com Lina de Almeida Bueno.

Foi vereador. Durante a sua gestão na intendência municipal, iniciou a construção do prédio do então "Grupo Escolar" e para angariar fundos para a obra criou a polêmica "lei dos Fogões", que obrigava cada uma das famílias a contribuir com uma quantia mensal para a construção. A lei vigorou até 12 de dezembro de 1905, quando o prédio da escola passou a ser propriedade do Estado.

No seu governo tratou também do alargamento de uma travessa da rua José Bonifácio, hoje avenida São João.

Foi tenente - secretário do 53º Regimento da Cavalaria da Guarda Nacional, por decreto do presidente Campos Sales, de 29 de junho de 1901.

Faleceu no dia 4 de novembro de 1951, em Atibaia.


Cândido da Cunha Cintra

Intendente de 7 de janeiro de 1905 a 2 de janeiro de 1906.

Natural de Atibaia, onde nasceu no dia 17 de março de 1822. Filho de Jacinto da Silveira Cintra e Maria Eufrosina da Cunha. Casado em Atibaia, com sua prima Antonieta Cunha.

Formou-se em Direito pela faculdade do Largo São Francisco, em 1903. Foi delegado de Polícia em Atibaia, Piracaia, São Carlos e Piracicaba, de 1907 a 1913. Também foi juiz de Direito de Apiaí, em 1915, e depois em Caconde, Penápolis, Amparo e Bauru. Foi desembargador do Tribunal de Apelação - atual Tribunal da Justiça - em 1937.

Foi na sua gestão no governo municipal, que no dia 17 de junho de 1905 foi solenemente inaugurado o Grupo Escolar "José Alvim".

Faleceu em São Paulo, em 7/12/1970.


Leopoldo Soares do Amaral

Intendente; de 2 de janeiro de1906 a 15 de janeiro de 1908. 

Natural de Atibaia, onde nasceu no dia 5 de abril de 1873. Filho de Rodrigo Soares e Gertrudes Franco do Amaral. Foi casado com Umbelina Georgina da Silveira Leite.

Foi vereador, delegado de Polícia, juiz de Paz por muitos anos. Foi professor, fazendo parte da banca de examinadores para a promoção de alunos matriculados nas escolas existentes em Atibaia na época. Foi também o 1º escriturário da Caixa Econômica Estadual, quando ainda anexada à Coletoria de Rendas Estaduais, e um dos fundadores do Clube Recreativo Atibaiano (primeiro secretário na primeira diretoria).

Quando intendente municipal criou o decreto municipal nº 100, assinado no dia 03 de novembro de 1906, que tornava obrigatório o ensino primário no município - o "Grupo Escolar" José Alvim passava para a história como uma das primeiras escolas do Brasil a adotar esse sistema. Foi de sua autoria a indicação à Assembléia Estadual para que fosse dado o nome de José Alvim à escola recém construída em Atibaia - a atual "EE José Alvim".

Postulou como intendente junto ao presidente do estado, o então Jorge Tibiriçá e à São Paulo Railway a construção do ramal de Piracaia da antiga Estrada de Ferro Bragantina, em 03 de março de 1906.

Faleceu no dia 11 de abril de 1947, em Atibaia.


Prefeitos municipais

Com a reforma da organização municipal, pela Lei nº 1038, de 19 de dezembro de 1906, o cargo de intendente passou a denominar-se "PREFEITO MUNICIPAL".

Miguel Vairo 

Prefeito municipal no período de 15 de janeiro de 1908 a 15 de janeiro de 1914.

Natural de Bragene Soprane - província de Salerno, na Itália - onde nasceu no dia 4 de setembro de 1848. Filho de Rafaelo Vairo e Benedeta de Honestis.

Diplomou-se em Medicina e Cirurgia pela Régia Universidade de Nápoles, em 29 de julho de 1882.

Vindo residir em Atibaia, casou-se com Veridiana Alves do Amaral, de tradicional família atibaiana. Viúvo, casou-se com Maria Umbelina Vairo. "Como médico, dr. Vairo prestou relevantes serviços à pobreza atibaiana, e como homem público, não menos, a esta terra adotou como sua".

Foi prefeito da cidade, prestando à mesma grandes serviços, além de sua dedicação como médico. Servindo à população por muitos anos, cuidou da higiene da cidade e do município, preocupando-se com a vacinação contra a varíola. Muito se dedicou à população carente de Atibaia. Junto ao major Juvenal Alvim, foi um dos grandes responsáveis pela construção da Santa Casa de Misericórdia, tendo muito trabalhado durante sua construção e prestado seus serviços quando a mesma foi inaugurada.

Faleceu no dia 4 de agosto de 1935, em Atibaia.

A Lei nº 265, de 21 de agosto de 1936, deu ao Largo da Santa Casa o seu nome.


Olegário Amaral 

Prefeito municipal de 15 de janeiro a 2 de março de 1914. 

Filho de Olegário José do Amaral e Ana Soares do Amaral. Natural de Atibaia.

Era funcionário público. Foi vereador de 1914 a 1920.

Assumiu a Prefeitura no cargo de vice-prefeito, no impedimento de titular.

Pertenceu à tradicional família atibaiana, "sendo um cidadão que prestou relevantes serviços à sua terra natal, quer como prefeito, funcionário público ou provedor da Santa Casa local, por muitos anos".

Faleceu em São Paulo, no dia 1º de abril de 1935.


Benedito Almeida Bueno 

Prefeito municipal de 2 de março de 1914 a 15 de janeiro de 1920. 

Natural de Juqueri - hoje Mairiporã - se transferiu para Atibaia, onde casou com Maria Paula Almeida Bueno.

Foi membro do Conselho de Intendência nos primórdios da República (1892), quando iniciou sua vida pública.

Militante do antigo PRP (Partido Republicano Paulista), foi eleito vereador em 1901, reeleito sucessivamente até 1914, quando foi eleito prefeito. Como vereador foi presidente e vice-presidente da Câmara Municipal, foi juiz de Paz e delegado de Polícia. Como prefeito, realizou obras de alargamento de ruas, construção de jardins públicos, expansão da rede de água e reforma da rede de esgotos, demonstrando uma grande capacidade administrativa.

Em outubro de 1918, quando Atibaia foi assolada pela epidemia de gripe "espanhola", fundou hospitais de emergência, prestando serviços às classes carentes. Por tal, recebeu da população, no dia 5 de janeiro de 1919, significativa homenagem em uma apoteótica manifestação, na principal praça da cidade (da Matriz).

Foi capitão assistente da 27ª Brigada de Cavalaria, nomeado pelo presidente Campos Sales, por Decreto de 29 de junho de 1901.

Faleceu no dia 16 de junho de 1926, em Santos

Tem como homenagem o seu nome em rua da cidade.


Manoel de Toledo

Prefeito municipal de 15 de janeiro de 1920 a 15 de janeiro de 1924 e de 15 de janeiro a 1 de junho de 1929. 

Nasceu em Bragança Paulista, no dia 9 de maio de 1883. Filho do Major Jacinto de Toledo e Adelaide de Toledo.

Estudou no Colégio Azurara, em Bragança Paulista. Anos depois veio para Atibaia, onde radicou-se, fazendo grande círculo de amizades.

Em 1914 casou-se com Maria José Maia.

Foi funcionário do Cartório de Registro e Hipotecas, sendo também escrivão do Júri por muitos anos e advogado provisionado.

Na política, pertenceu ao extinto Partido Republicano Paulista, situacionista na época.

"Nomeado prefeito, muito beneficiou Atibaia com obras públicas relevantes"

Depois de afastado da política, continuou com sua banca de provisionado - profissão que exerceu até 1947, quando ficou gravemente doente, vindo a falecer em Jundiaí, no dia 17 de junho de 1950.

Tem o seu nome em uma rua da cidade.


Otávio Passos

Prefeito municipal de 15 de janeiro de 1924 a 15 de janeiro de 1926. 

Natural de Atibaia, nascido em 20 de novembro de 1887. Filho de Joaquim Passos e Maria Angélica Passos. Casou-se com Benedita Alvim.

Funcionário do Palácio da Justiça era avaliador oficial do Fórum da Capital.

Em sua administração como prefeito municipal, entre suas obras de relevância, realizou a reforma do Mercado Municipal, ampliando suas dependências, e a reforma da rede de água da cidade. Iniciou as obras de construção da estrada que liga Atibaia à Capital (hoje Fernão Dias) e da Usina Hidrelétrica Municipal.

Faleceu em São Paulo, no dia 8 de janeiro de 1949, onde se encontra sepultado.


Horácio Neto 

Prefeito municipal no período de 1/6/1926 a 30/10/1930.

Natural de Amparo, nascido no dia 26 de janeiro de 1881. Filho de Manoel José Neto e Francisca de Campos Neto.

No período de 1/6/1926 a 15/1/1927, exerceu o cargo de vice-prefeito e no período de 15/1/1927 a 30/10/1930 exerceu efetivamente o cargo depois de sua eleição para prefeito.

Durante o seu governo dedicou-se, entre outros serviços, à Usina Hidroelétrica Municipal - inaugurada em seu governo e que foi uma grande obra para a época.

Foi também no seu governo que aconteceu a Revolução de 1930, tendo sido deposto de seu cargo pela Junta Governativa de Atibaia.

Faleceu em Atibaia, no dia 26 de maio de 1953.

Tem seu nome em uma das vias públicas da cidade.


Sebastião Theodoro Pinto 

Prefeito municipal no período de 30 de outubro de 1930 a 14 de abril de 1931; de 2 de julho de 1932 a 18 de abril de 1933 e de 26 de julho de 1934 a 16 de julho de 1936. 

Natural de Pirassununga. Nascido no dia 18 de setembro de 1876. Filho de José Theodoro Pinto e Ana Maria da Conceição Leite.

Foi casado com Catharina Rodrigues dos Santos, tendo deixado numerosa descendência.

Governou em três períodos, quase todos de grande agitação política., tendo dado num deles a Revolução de 1932, onde disponibilizou ao Major Theodoro voluntários e reformou campo para pouso de aviões, atrás do Cemitério Municipal. Em seu primeiro mandato foi escolhido pela junta governativa, e depois nomeado por decreto do interventor federal no Estado.

Foi um dos líderes do então partido constitucionalista, depois UDN - União Democrática Nacional.

Construiu o jardim e o coreto da Praça Aprigio de Toledo, além de outras obras municipais.

Faleceu no dia 2 de junho de 1950, em Atibaia, onde se encontra sepultado.

Tem o seu nome em logradouro público, através da Lei nº 137, de 30 de agosto de 1950.


Antônio Gabriel do Amaral 

Prefeito municipal no período de 18 de março de 1933 a 26 de julho de 1934.

Natural de Atibaia, nasceu no dia 12 de agosto de 1883. Filho de Antônio Gabriel do Amaral e de Maria Jacinta da Silveira.

Foi casado com Maria Isabel Urioste.

Foi fazendeiro, vereador e presidente da Câmara Municipal pelo antigo PRP - Partido Republicano Paulista.

Faleceu em Atibaia, no dia 28 de julho de 1965, onde se encontra sepultado.


Voto das mulheres foi direito reconhecido em 16 de julho

O dia 16 de julho é a data da promulgação da Constituição de 1934, que garantiu o direito do voto às mulheres.
A Constituição de 1934 foi a segunda da República e a terceira do Brasil. Sua finalidade era atender às reivindicações da Revolução de 32, refletindo uma época de mudanças econômicas e sociais.
O direito ao voto das mulheres e dos maiores de 18 anos foi incorporado à Carta. A União passou a ter o direito de monopolizar, "por motivo de interesse público", determinados segmentos industriais. A Constituição previu também a nacionalização progressiva dos bancos. A propriedade do solo foi separada da do subsolo, que passou a pertencer ao Estado. 
Embora resultado da ditadura de Getúlio Vargas, com os Estados perdendo parte de sua autonomia, a Constituição de 34 reuniu medidas que beneficiaram as mulheres e os trabalhadores. Foram instituídos o salário mínio, a jornada de trabalho de oito horas, o repouso semanal, as férias remuneradas e a indenização por dispensa do trabalho sem justa causa. 
A Constituição reconheceu ainda os sindicatos e as associações profissionais. Incorporou a Justiça Eleitoral e instituiu a Justiça do Trabalho. 


Benedito Peranovich 

Prefeito municipal no período de 11 de fevereiro a 30 de abril de 1936.

Natural de Atibaia, nasceu no dia 13 de outubro de 1902. Filho de Bartholomeu Peranovich e Catarina Peranovich. Foi casado com Maria de Jesus Alvim Almeida. Enviuvando-se, casou-se novamente com Virgilia Silveira.

Iniciou sua carreira como funcionário público na Prefeitura Municipal de Atibaia, onde exerceu o cargo de contador, até janeiro de 1942, quando foi requisitado pelo Departamento das Municipalidades para prestar serviços na Secretaria da Fazenda, devido aos seus conhecimentos em contabilidade pública (Benedito Peranovich se revelou um dos melhores contadores da época).

Neste setor da Administração Pública, aposentou-se no dia 8 de abril de 1963, no cargo de diretor chefe da S.C.S. - 206.

Durante sua gestão no Executivo Municipal, executou o plano elaborado pela administração anterior: o ajardinamento da Praça Aprigio de Toledo. Também realizou a enumeração dos prédios pelo sistema de metragem.


João Batista Conti 

Prefeito municipal no período de 16 de julho de 1936 a 5 de abril de 1945; prefeito sanitário de 20 de dezembro de 1945 a 11 de abril de 1947. 

Natural de Atibaia. Nascido no dia 1º de setembro de 1903. Filho de Henrique Conti e Benvinda Peçanha de Moraes. Foi casado com Maria Mercedes Salafia.

Foi um dos mais importantes intelectuais de Atibaia, destacando-se como administrador durante os nove anos que exerceu o cargo de governador da cidade. Destacou-se também como historiador e folclorista, sendo autor de várias obras. Foi condecorado com a Medalha Silvio Romero, pela Prefeitura do Distrito Federal, quando participou do I Congresso Brasileiro de Folclore - realizado no Rio de Janeiro, em 1951. Também foi membro da Sociedade Paulista de Escritores e grande colaborador da imprensa local. Foi responsável, em sua gestão, pela instalação do Museu Municipal, que hoje tem o seu nome.

Durante o seu governo, promoveu o calçamento da cidade e construiu o Clube de Campo, hoje "Parque Edmundo Zanoni", e o matadouro municipal.

Faleceu em Atibaia em 27 de janeiro de 1967.


Pedro Alvim 

Prefeito municipal no período de 5 de abril de 1945 a 16 de maio de 1945.

Nascido em Atibaia, no dia 16 de julho de 1899. Filho do Cel. José Francisco de Campos Bueno e Maria Tereza Silveira Bueno.

Exercia o cargo de tesoureiro da Prefeitura Municipal, quando foi então nomeado pelo interventor federal no Estado, para exercer, em comissão, o cargo de prefeito do município.


Prefeito Sanitário

Com a elevação de Atibaia à categoria de Prefeitura Sanitária - de acordo com a Lei nº 14.666, de 18 de abril de 1945 - passou o cargo do executivo a chamar-se "PREFEITO SANITÁRIO".


João Teixeira da Silva Braga  

Prefeito sanitário de 20 de dezembro de 1945 a 11 de abril de 1947 e de 09 de março de 1950 a 07 de junho de 1951.

Natural de São Paulo, onde nasceu no dia 3 de setembro de 1911. Filho do Cel. Joaquim Teixeira da Silva Braga e Iracema Teixeira da Silva Braga.

Fez os cursos primário e secundário no Instituto Dom Bosco, na capital de São Paulo, e o curso superior na Faculdade de Farmácia e Odontologia da Universidade de São Paulo.

Casou-se com Célia Caparica.

Ocupou em Atibaia, além da chefia do Executivo, as presidências dos clubes Recreativo Atibaiano e São João Futebol Clube; foi juiz de Paz e um dos fundadores do Abrigo de Menores - hoje "Lar D. Mariquinha do Amaral".

Como prefeito deu andamento a diversas obras públicas iniciadas pelo seu antecessor, e iniciou outras.


Atibaia teve uma prefeita em 1947

Maria José Silva Salgado, a dona Cotinha, que foi secretária da Prefeitura e ocupou, no ano de 1947, o cargo de prefeito interino de Atibaia.

Maria José foi indicada por decreto do então governador do Estado, Adhemar de Barros, para substituir o prefeito sanitário João Teixeira da Silva Braga, que pediu exoneração do cargo. O cargo foi assumido em 24 de março de 1947, e em 25 de abril do mesmo ano, transmitido ao novo prefeito sanitário, dr. Oswaldo Urioste, também nomeado pelo governador.


Oswaldo Urioste  

Prefeito sanitário no período de 12 de abril de 1947 a 04 de agosto de 1949.

Natural de Atibaia, onde nasceu no dia 2 de agosto de 1898. Filho do Cel. Theófilo Urioste e Francisca Martins Urioste.

Formou-se pela Faculdade de Medicina da Praia Vermelha, da Universidade do Brasil, em 1924. Especializou-se em Oftalmologia em universidades da França e Alemanha; e em Bacteriologia, no Instituto de Manguinhos, no Rio de Janeiro. Foi representante do estado de São Paulo no IV Congresso de Oftalmologia da capital da República.

Faleceu no dia 3 de abril de 1961, em São Paulo.


Rosendo Correa de Aguirre

 Prefeito sanitário de 04 a 18 de agosto de 1949.

Nascido em Atibaia, no dia 18 de agosto de 1920, filho de Juvenal Aguirre e Tereza Egerte Aguirre.

Casou-se em Atibaia, com Celina Pires Aguirre.

Formou-se cirurgião-dentista pela Faculdade Fluminense de Medicina, em 1944.

Foi vereador e presidente da Câmara Municipal, ocasião em que ocupou, interinamente, o cargo de prefeito sanitário.

Embora acidentalmente e em curto período na Administração Municipal, deu, durante o seu governo, andamento aos serviços municipais, como, por exemplo, ao calçamento da então rua José Bonifácio - hoje Avenida São João.


Coronel Miguel Brizola de Oliveira  

Prefeito sanitário no período de 18 de agosto de 1949 a 09 de março de 1950. 

Natural de Presidente Prudente, onde exerceu também, por vários anos, o cargo de prefeito e tabelião.

Desenvolveu na sua administração especialmente serviços de conservação e construção de estradas municipais e pontes. Concluiu também o calçamento da rua José Bonifácio (hoje avenida São João).

Faleceu em Presidente Prudente, na década de 80.


Walter Engracia de Oliveira 

Prefeito sanitário no período de 13 de junho de 1951 a 7 de dezembro de 1954. 

Natural de Ribeirão Preto, onde nasceu no dia 14 de janeiro de 1924. Filho de Antônio Engracia de Oliveira e Olinda Tahan Engracia de Oliveira.

Engenheiro civil, formado pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. Fez curso de Engenharia Sanitária na antiga Faculdade de Higiene e Saúde Pública da USP. Foi professor catedrático de Saneamento do Meio, da então Faculdade de Higiene e Saúde Pública da USP, de 1965 a 1981. Após sua aposentadoria em 1981, recebeu o título de professor emérito da USP. Professor visitante da West Virgínia University - Departament of Civil Enginering (EUA), de 1971 a 1972. Diretor da Faculdade de Saúde Pública da USP de 1972 a 1976. Durante a sua administração, com plano de obras aplicado, Atibaia o perpetuou como um dos maiores prefeitos da sua história.

Obras que se destacaram durante sua gestão: criação e instalação do Museu Municipal, da Biblioteca Pública e do Paço Municipal; reforma total do Clube de Campo (atual "Parque Edmundo Zanoni"); calçamento de quase todas as ruas do perímetro urbano da cidade e construção de uma nova rede de distribuição de águas.


Francisco Afonso Albuquerque  

Prefeito sanitário no período de 11 de fevereiro de 1955 a 8 de fevereiro de 1956.

Natural de Natal, estado do Rio Grande do Norte, onde nasceu no dia 26 de junho de 1926. Filho de Manoel Bezerra de Albuquerque e Maria Genuina Bezerra de Albuquerque.

Engenheiro civil formado pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, em 1953.

Durante a sua administração como prefeito, continuou o calçamento da cidade, em especial da Rua 13 de maio.


Marco Vinicio Chiochetti  

Prefeito sanitário no período de 08 de fevereiro a 9 de agosto de 1956; prefeito municipal de 18 de outubro de 1958 a 18 de outubro de 1962. 

Natural de São Paulo, onde nasceu no dia 31 de maio de 1916. Filho de Leonelo Chiochetti e Margarida Chiochetti. Radicou-se em Atibaia com a família, quando ainda era criança. Cursou o primário no então "Grupo Escolar José Alvim".

Foi vereador pelo antigo PR - Partido Republicano. Foi prefeito sanitário nomeado pelo então governador Jânio da Silva Quadros, de 8 de fevereiro a 9 de agosto de 1956. Em outubro de 1958 foi eleito prefeito municipal. Durante sua gestão a cidade recebeu muitos melhoramentos: restauração do prédio da antiga cadeia, onde hoje é o Museu Municipal "João Batista Conti"; construção do grupo escolar do bairro do Tanque, da Casa da Agricultura e dos prédios da Estação Rodoviária e do Mercado Municipal; construção da rodovia de acesso à cidade - avenida Carvalho Pinto; pavimentação de duas pistas; colocação de uma unidade geradora, de 600 kwa, na Usina Hidroelétrica Municipal.

Com recursos municipais, construiu ainda os prédios do Depósito Municipal e da Garagem Municipal, realizou pavimentação da parte baixa da cidade e serviços de águas pluviais às mesmas.

Faleceu em Atibaia no dia 23 de outubro de 1976.


Edmundo Zanoni  

Prefeito sanitário no período de 10 de agosto de 1956 a 5 de maio de 1958; prefeito municipal de 5 de maio de 1964 a 03 de outubro de 1965. 

Natural de Itatiba, nasceu no dia 7 de outubro de 1895. Filho de Júlio Zanoni e Belmira Malerba Zanoni.

Era agrimensor em Jarinu, onde residiu por muitos anos antes de se transferir para Atibaia. Ingressou na política, fazendo parte da "União Democrática Nacional", pela qual foi eleito vereador por nomeação do governador do Estado, Jânio da Silva Quadros.

Durante a sua gestão tiveram prosseguimento vários serviços públicos, como: ajardinamento de praças públicas, construção do Grupo Escolar de Alvinópolis, calçamento e instalação de rede de água e esgoto em vários trechos de ruas, execução do projeto e início das obras de construção e ajardinamento do Paço Municipal e da avenida Carvalho Pinto - que liga a cidade à rodovia Fernão Dias.

Nas eleições de outubro de 1962, foi eleito vice-prefeito e assumiu a prefeitura em 05 de maio de 1964, com a vacância desse cargo.

Faleceu em 03 de outubro de 1965, no exercício do cargo.


Oswaldo Raposo do Amaral  

Prefeito sanitário de 6 de maio de 1958 a 13 de outubro de 1958.

Natural de Jaboticabal, nasceu em março de 1919. Filho de Américo do Amaral Pinto e Elvira Raposo do Amaral.

Concluiu o curso ginasial no Liceu Pasteur, em São Paulo; cursou pré-jurídico e Bacharelado na Faculdade de Direito do Largo São Francisco, na USP.

Exerceu o cargo de prefeito sanitário por nomeação do então governador do estado, Jânio da Silva Quadros. Dentre as obras do seu governo, destacaram-se: construção do grupo escolar do Alvinópolis - atual EE Estudante Ednaldo Sales; iniciou a construção da atual avenida Carlos Alberto de Carvalho Pinto, entre outras.


Prefeito Municipal

Com a emenda nº 2, de 14 de janeiro de 1958 - que acrescentou um parágrafo ao artigo 71 da Constituição Estadual, determinando eleições para prefeitos na Capital e estâncias - voltou o cargo a denominar-se "PREFEITO MUNICIPAL".


Geraldo da Cunha Barros  

Prefeito municipal no período de 18 de outubro de 1962 a 30 de dezembro de 1964.

Nascido em Botucatu, em 11 de junho de 1913. Filho do Cel. Napoleão Carvalho de Barros e Malvina Conceição de Barros. A família mudou-se para Atibaia em 1931.

Cursou Direito na Faculdade do Largo São Francisco da Universidade de São Paulo, formando-se em 1944. Montou escritório de advocacia em Atibaia e ingressou, ao mesmo tempo, na política local, filiando-se à antiga UDN - "União Democrática Nacional", pela qual foi eleito vereador em diversas legislaturas.

No dia 3 de outubro de 1962, foi eleito prefeito municipal, com a votação mais expressiva da história de Atibaia. Planejou diversas obras públicas, mas executou apenas algumas delas.

Foi presidente do Clube Recreativo Atibaiano e da Associação Atlética Cetebê.

Seu governo foi muito tumultuado, culminando com seu afastamento do cargo, pelo regime militar instalado em 31 de março de 1964.

Depois de encerrada sua vida política, dedicou-se exclusivamente à advocacia. Faleceu em Atibaia em 19 de outubro de 1976.

Foi cassado pela Câmara Municipal em 4 de maio de 1964, em sessão com a presença de apenas sete vereadores. Retornou várias vezes por meio de ações judiciais, até julgarem sua renúncia, em 30 de dezembro de 1964, quando deixou definitivamente o cargo de prefeito.

A Câmara Municipal restabeleceu seus direitos políticos, anulando os atos arbitrários que culminaram com sua cassação e renúncia, por decreto de dezembro de 1998, numa atitude inédita de restauração da História.

Faleceu em Atibaia, no dia 19 de outubro de 1976.


Tito Livio Garini

Prefeito municipal; no período de 5 de dezembro de 1965 a 28 de março de 1966. 

Natural de Itapiú, onde nasceu no dia 24 de outubro de 1912. Filho de Umberto Garini e Maria Basso Garini. Casou-se com Ada P. Garini.

Formou-se em Economia e Direito pela Faculdade de Direito de Pouso Alegre.

Foi vereador e assumiu o cargo de prefeito na qualidade de presidente da Câmara Municipal, devido à morte do titular do cargo e por força do Ato Institucional nº 02, foi nomeado interventor federal em Atibaia.

Foi advogado e funcionário público federal (coletor federal). Teve marcada atuação nos campos social e desportivo da cidade; foi presidente do Clube Recreativo Atibaiano e da Associação Atlética Cetebê.


Antonio Júlio de Toledo Garcia Lopes 

Prefeito municipal no período de 15 de novembro de 1966 a 02 de fevereiro de 1970. 

Natural de Barretos. Nascido em 5 de fevereiro de 1927. Filho de Arthur Garcia Lopes e Clotilde de Toledo Garcia Lopes. Radicado em Atibaia na década de 40, onde casou-se com Maria da Graça Profeta.

Eleito prefeito municipal no dia 15 de novembro de 1966, tomando posse no dia 19 de dezembro do mesmo ano.

Assumindo o cargo de chefia do Executivo, realizou, em especial, reformas em diversos setores da Administração Municipal e serviços nas áreas da Educação e Assistência Social, além da construção de estradas municipais.

Também foram realizados, durante sua gestão, os primeiros estudos para a encampação da Usina Hidroelétrica Municipal pelas Centrais Elétricas de São Paulo.


Olavo Amorim Silveira 

Prefeito municipal no período de 2 de fevereiro de 1970 a 11 de maio de 1971. 

Natural de Santa Cruz do Rio Pardo. Nascido em 30 de dezembro de 1912. Filho de Francisco da Silveira Castro e Benedita Amorim Silveira. Casado com Lilia de Matos Pacheco Silveira.

Iniciou seus estudos em Taquaritinga, onde cursou o Ensino Fundamental.

Em Araraquara iniciou o curso na Faculdade de Odontologia, concluindo-o na Universidade de São Paulo, em 1931. Concluiu também o curso de Administração de Empresas na Fundação Getúlio Vargas, em São Paulo, em 1954.

Assumiu o cargo de prefeito municipal no dia 2 de fevereiro de 1970, após ter tomado posse na Capital do estado, no gabinete do secretário de Estado dos Negócios da Justiça.

Seu governo foi notável pelo grande número de obras que realizou - algumas de grande porte - em tão pouco tempo de governo (15 meses): Parque das Águas; Feira Permanente de Produtos; desapropriação de prédios para ajardinamento do Largo do Museu; Campo de Aviação; reforma do prédio da Empresa Elétrica para a instalação das seções da Divisão de Educação, Cultura, Saúde e Assistência Social - dentre elas a Biblioteca Pública Municipal e jardins Vista Alegre, no Alvinópolis, e Norte-Sul, na Vila Rica - reforma dos jardins das praças Aprígio de Toledo e Guilherme Gonçalvez; implantação de novo sistema de água pura e filtros-tanques para água potável; implantação do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE); Cemitério do Alvinópolis, no sistema americano; construção e conservação de estradas com construções de mais de 50 bueiros, linhas de tubos e pontes - na cidade e zona rural; apedregulhamento de ruas e estradas com compactação; guias e sarjetas em várias ruas, com aproximadamente 5 quilômetros de extensão e conservação de ruas e asfaltamento da rua 13 de Maio, no trecho que vai até o Parque das Águas, além da compra de três caminhões, sendo um equipado com hidráulico para levantamento de pesos (tipo Munck), um trator e um rolo compactador giratório.

Segundo consta, todas as obras e compras foram realizadas por ele sem a efetuação de empréstimos, utilizando-se apenas de recursos financeiros, orçamentários e com a contribuição da Conter-Construções e Comércio S/A - empreiteira da qual era diretor - presidente, responsável pelo trecho Atibaia/Perdões/ramal de Piracaia e parte de Nazaré Paulista, da rodovia Campinas-Jacareí.

Durante sua Administração realizou também a reformulação do Código Tributário, da estrutura administrativa da Prefeitura, do Estatuto do Funcionamento Municipal, do Código de Obras e de inúmeras leis.


Omar Zigaib

Prefeito municipal no período de 07 de maio de 1971 a 04 de julho de 1975.

Nasceu em Atibaia, em 15 de abril de 1935. Filho de Abrahão Zigaib e Mafalda Maria Rosa Zigaib.

Realizou seus primeiros estudos em Atibaia - o primário no "José Alvim" e o de Contabilidade no Instituto "Gertrudes Pires Alvim". Mais tarde, formou-se em Direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, concluindo o curso em 1963.

Foi nomeado prefeito de Atibaia pelo então governador do Estado, Laudo Natel.

Logo de início preocupou-se em reorganizar os serviços administrativos, cujos estudos foram concluídos em fins de 1973. Também deu nova regulamentação a diversos setores da Administração Municipal, buscando seu melhor funcionamento.

Em relação a obras públicas, construiu nova estação de tratamento de água, com reservatório com capacidade de 500 mil litros e novas redes de água e esgoto - a primeira de 38 mil m² e a segunda de 15 mil m².

Sua administração privilegiou as obras de saneamento básico, principalmente no bairro do Alvinópolis; criou o Parque das Águas (Balneário) e a Feira Permanente de Produtos; implantou o SAAE e construiu o cemitério do Alvinópolis.

Outros setores que também recebeu atenção durante sua administração foram: Assistência Social, através da criação da ASA (Assistência Social de Atibaia) e fornecimento de passes escolares para alunos da zona rural; Saúde, com a ampliação da Santa Casa de Misericórdia; e Educação, com a construção de onze prédios escolares e um Centro Cívico e Esportivo.

Aumentou a frota de máquinas e veículos da Prefeitura, cuidando também da conservação de estradas municipais, reformas e construções de novas pontes. Cemitérios e mercados foram reformados e a pavimentação da cidade, com paralelepípedos e asfalto - teve uma continuidade de 50 mil m².

Constituiu um Grupo de Trabalho para estudar a implantação de novas indústrias no município, bem como a criação da Empresa de Desenvolvimento de Atibaia S.A., para a execução de obras e serviços comunitários.

Com recursos da União e do Estado, foram construídos, durante sua gestão, os prédios das agências de Correios, unidades integrais de Ensino, nos bairros do Alvinópolis e da Ponte, o Centro de Saúde e as reformas dos grupos escolares do município e a remodelação das praças Claudino Alves e Bento Paes.


José Aparecido Ferreira Franco (Cido Franco) 

Prefeito municipal de 9 de julho de 1975 a 19 de maio de 1979; e de 01 de janeiro de 1989 a 31 de dezembro de 1992. 

Natural de Piracaia, nasceu em 27 de outubro de 1923. Foi advogado e empresário. Em 1947, quando chegou em Atibaia, passou a atuar como empresário no setor de transporte. Em 1956 ingressou no ramo de transportes coletivos (Auto Viação Atibaia-São Paulo e coligadas).

Estreou na política em 1960, através do PSD - Partido Social Democrata; elegeu-se suplente de vereador e assumiu em 1962, durante licença do vereador Otávio Cintra.

Foi um dos líderes do movimento de 31 de março em Atibaia e um dos fundadores da antiga ARENA - Aliança Renovadora Nacional, partido no qual ocupou vários cargos, inclusive a presidência. Com a extinção da Arena, filiou-se ao PDS - Partido Democrático Social.

Foi prefeito nomeado pelo governador do estado da época, Paulo Egídio Martins, no período de 1975 a 1979 e prefeito eleito para o mandato de 1989 a 1992. Em 1996 foi eleito vice-prefeito na chapa do prefeito Pedro Maturana.

Faleceu em Atibaia, em 05 de março de 1997.


Takao Ono

Prefeito municipal 19 de maio de 1979 a 01 de janeiro de 1983. 

Natural de Cotia (SP), nasceu em 17 de julho de 1934. Casado com Sumiko Ono.

Técnico agrícola, com passagem pela Casa da Agricultura local.

Foi vereador em 1963, 1968, 1972, 1976, 1992 e 1996; ocupando o cargo de presidente da Câmara Municipal em 1972 e 1977/78; exerceu a legislatura pela antiga ARENA - Aliança Renovadora Nacional, depois PDS - Partido Democrático Social, e atualmente pelo PPB. Em 1998 foi eleito vice-prefeito na chapa de José Aparecido Ferreira Franco.


Gilberto Sant’Anna

Prefeito municipal de 01 de janeiro de 1983 a 31 de dezembro de 1988.

Natural de São Paulo, nasceu em 15 de abril de 1940. Filho de Alfredo Sant’Anna e de Adelaide Fernandes de Sant’Anna. Foi casado, pela primeira vez, com Cleide Maria Gonçalves de Sant’Anna e, pela segunda vez, com Dilara Rubia Pereira.

Fez o curso primário em Atibaia, na Escola Particular 03 de Maio, da professora Aracy Bueno Conti, em 1946, e no Grupo Escolar José Alvim, de 1947 a 1950. O curso ginasial e colegial no Colégio Estadual e Escola Normal "Juvenal Alvim".

Bacharel em Direito pela Faculdade de Direito do Largo São Francisco da USP. Foi aluno da antiga da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP, no curso de Português (incompleto). Fez o curso de pós-graduação "lato sensu" em Direito do Trabalho na Universidade São Francisco, com créditos incompletos.

É advogado trabalhista militante desde 1996, de entidades sindicais desde 1970; assessor de diversos parlamentares e membros do Poder Executivo, em âmbito federal e estadual; Diretor da Faculdade de Ciências Jurídicas da Universidade São Francisco; professor de curso preparatório da Ordem dos Advogados do Brasil, autor de diversos artigos jurídicos e literários, publicados em jornais e revistas especializados.

Político militante do antigo MDB - Movimento Democrático Brasileiro, elegeu-se prefeito de Atibaia. À frente da Prefeitura, sua administração deu ênfase, principalmente, às áreas da Saúde e Educação.


Flávio Callegari 

Prefeito municipal de 01 de janeiro de 1993 a 31 de dezembro de 1996. 

Natural de São Paulo. Filho de Lúcio Domingos Callegari e de Maria Callegari; casado com Tereza Gomes Callegari.

Administrador de empresas, ingressou na vida política na capital do Estado como suplente de vereador pelo antigo MTR - Movimento Trabalhista Renovador.

Chegou em Atibaia na década de 1960. Foi candidato a prefeito em 1982, pela antiga ARENA (Aliança Renovadora Nacional) e em 1998 pelo PFL (Partido de Frente Liberal) - partido pelo qual elegeu-se prefeito em 1992.

Foi presidente do Rotary Club de Atibaia, da Associação Comercial de Atibaia, da Casa do Pequeno Trabalhador - Capeta - e do São João Tênis Clube e vice-presidente da Associação Paulista dos Municípios. Atualmente é tesoureiro da entidade.

Dentre outras realizações, sua administração foi responsável pela implantação da Usina de Reciclagem e Compostagem de Atibaia (Estação de Tratamento de Lixo); pela Estação de Captação e Tratamento de Água (ETA II), no Jardim Cerejeiras; pela construção da avenida Maria Alvim Soares e asfaltamento de diversos bairros através do Plano Extraordinário de Obras.


Pedro Maturana

Prefeito municipal de de 01 de janeiro de 1997 a 31 de dezembro de 2000. 

Natural de Jaci (SP), na Alta Araraquarense; radicado na cidade desde a década de 40.

Filho de Luiz Maturana e de Joana Fernandez. Foi casado pela primeira vez com Benedita Ferreira e pela segunda com Apparecida Pinheiro.

Iniciou sua vida pública através do antigo PSP e fez parte dos diretórios da ARENA, do PDS e PFL, atualmente é filiado ao PPB.

Vereador em diversas legislaturas, ocupou os cargos de presidente e vice-presidente, 1º secretário e 2º secretário da Câmara Municipal. Constituinte e presidente da Comissão de Defesa do Cidadão, da Sociedade e do Meio Ambiente na elaboração da Lei Orgânica Municipal.

Foi um dos vereadores com o maior número de mandatos exercidos no Brasil. Eleito prefeito municipal em outubro de 1996 com expressiva votação, foi vice-prefeito no mandato anterior, cujo prefeito foi Flávio Callegari.

Foi cassado duas vezes pela Câmara Municipal por irregularidades administrativas, em 04 de junho de 1998, voltando ao exercício em 26 de junho de 1998 e em 08 de julho de 1998, quando retornou por liminar da Justiça. Em sua ausência no Poder Executivo, assumiu o cargo o então presidente da Câmara Municipal, Marcos Vinício Silveira, em razão do falecimento do vice-prefeito José Aparecido Ferreira Franco, ocorrido no início do mandato.

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