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Pedra Grande

Foto do Clube Atibaiense de Fotografia

Área rochosa com 18 km2, tombada pela Condephaat em 1983. Sua formação data em 600 milhões de anos.
Com 1450 m de altitude e uma superfície de aproximadamente 200.000m², é o ponto mais alto do município, ideal para a prática de vôo livre, paraglider, rappel e escalada em montanha. 

Acesso: Rodovia D. Pedro I, km 65.

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CONDUTA CONSCIENTE EM AMBIENTES NATURAIS

Contando com uma superfície aproximada de 200 mil m², a Pedra Grande, localizada na Serra do Itapetinga, é, certamente, a maior responsável pela atração de turistas ao município, não só pela prática dos esportes chamados extremes - ou radicais - como também para momentos de simples contemplação e busca do que chamamos de "paz interior".

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Falar de Atibaia é falar da Pedra Grande. A referência ao maior cenário turístico da cidade é inevitável. E não é por menos, nem por falta de merecimento.

Além das grandiosas formas - avistadas com grande beleza em praticamente toda a cidade - estudos comprovam que são abençoados os que moram ao redor desta grande rocha.

Sua dimensão e formação geológica são responsáveis por um nível de energia cuja influência positiva se faz sentir intensamente até a um raio de 2500 metros a partir do seu centro.

A partir daí, surgem benefícios inúmeros, à saúde física, emocional e mental.

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Devido aos seus efeitos terapêuticos, a Pedra Grande é comparada aos grandes santuários que se espalham pelo mundo: Machu Pichu e Ollantaytambo, no Peru, Grand Canyon e Mount Shasta, na Califórnia, Sedona, no Arizona, Haleakala, no Havaí e, como não poderia deixar de ser, as pirâmides do Egito.

Espaços onde ainda se encontram pedaços do paraíso....

Pesquisas

Uma das pesquisas realizadas na Pedra Grande foi sobre sua formação e minerais que a compõem - a qual foi coordenada pelo Instituto de Geociências da USP (Universidade de São Paulo), em 95, através dos professores José Vicente Valarelli e José Barbosa de Madureira Filho, com a contribuição da professora Eumico Okumo - do Laboratório de Dosimetria do Instituto de Física da USP-; do professor Toshiyuki Nakagima, do Instituto Nacional de Pesquisas de Tóquio, e dos pesquisadores Agnes Maria da Fonseca Fausto e Sérgio Masanori Otsubo - ambos também da USP.

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Sabe-se que a radiação ionizante, ou seja, de íons (agrupamento de átomos com excesso ou falta de carga elétrica negativa) é radioativa se emitida em quantidade excessiva e constante, o que causa sérios prejuízos à saúde.

Através da pesquisa realizada pelos estudiosos, constatou-se que a radiação ionizante da Pedra Grande, assim como a da cidade, é de baixa intensidade, ou seja, inofensiva à nossa saúde.

Do ponto de vista geológico, o responsável pelas pesquisas foi o geólogo inglês John Simon Molyneux, também no mesmo período. 

Segundo ele, neste aspecto, a Pedra Grande representa enorme campo de estudos, pois nela a presença de granito é muito significativa.

A sua localização - do "granito de Atibaia", como é chamado - é em área inativa, de profundas falhas da crosta, originalmente formada a uma profundidade de 30 km no interior da Terra.

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Formação Geológica

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Através das pesquisas do geólogo John Simon Molyneux, da Inglaterra, concluiu-se que a formação da Pedra Grande data de 600 milhões de anos, já se encontrando a 30 km abaixo do nível do mar.

Com os movimentos tectônicos na Era Mezozóica, as placas terrestres se chocaram, dando origem às montanhas.

Segundo suposição do geólogo, a grande pedra localiza-se entre o Atlântico e o mar de dentro, aflorando por volta de 65 milhões de anos atrás.

Hoje, a Pedra Grande localiza-se a 1450 m acima do nível do mar e tem 650 m - 50 metros a mais que o Pão de Açúcar.

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Composição

Sua composição é basicamente de microclínio (40%) e quartzo (35%); e em porcentagens menores encontram-se ainda apatita (5%), zircão (5%), epídoto (5%), carbonato (5%) e sericita (5%).

O quartzo, também chamado de "cristal de rocha", é composto de sílica pura, um emissor e condutor de energia. Segundo a fonosofisioterapeuta Elaine Blach, que estuda as propriedades das pedras a partir das suas ressonâncias, o quartzo em sua forma pura é usado para promover a regeneração em diversos níveis de músculos, nervos e ossos, inibindo dores, limpando miasmas que se acumulam em nosso campo eletro-magnético e ativando os centros de energia vital (chacras), o que promove constante bem-estar.

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O silício, por sua vez, consolida, juntamente com o cálcio, os ossos e as artérias, conservando nelas a flexibilidade; entra na constituição da pele, membranas, vísceras, unhas e cabelos, atuando junto com o enxofre no crescimento capilar, combatendo arteriosclerose, enfermidades da pele e raquitismo. Sua falta pode ocasionar anormalidades no sangue, calvície, fadiga mental, tosse, transpiração excessiva e veias varicosas.

De acordo com a composição da Pedra Grande, outros minerais fazem ainda parte dela, trazendo grandes contribuições: o carbono, cuja forma cristalizada em estado puro é o diamante (condutor de calor e eletricidade); o ferro (condutor de oxigênio do sangue para as células do corpo, atuando também na atividade muscular através de enzimas e nas oxidações celulares, sendo ainda responsável pela formação de glóbulos vermelhos na medula óssea); o cálcio (indispensável para a coagulação do sangue); o potássio (mantém o equilíbrio ácido-básico do organismo e regula o equilíbrio da água orgânica); o manganês (atua no crescimento e na reprodução) e o flúor (entra na constituição óssea e dentária).

Conforme esta exposição, é possível verificar que além dos benefícios causados pela emanação de energia da Pedra Grande, outros são identificados, cujas influências são transmitidas, em especial, "através dos veios de água que nascem e circulam pelas rochas, apresentando concentrações idênticas a elas".

Em 1945 é criada a Prefeitura Sanitária de Atibaia e a cidade recebe o título de Estância Mineral. Em 18 de setembro de 1947, ela passa à categoria de Estância Hidromineral. Para Elaine Bach, "nas estâncias hidrominerais as águas recebem as mesmas características dos minerais que compõem as rochas onde nascem e por onde circulam", por isso suas propriedades terapêuticas e curativas - que sempre fizeram parte da história da Humanidade. Por suas águas chamadas "águas medicinais".

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Transferência de energia

Segundo a fonosofisioterapia (ciência que estuda as propriedades das pedras a partir de sua ressonância), assim como tudo que é vivo no Universo, as pedras emitem sons, em escalas tão altas que escapam à percepção do ouvido humano. A estudiosa Elaine Blach afirma, por exemplo, que "o cristal é um ser vivo vibrando mais rápido que a velocidade da luz. É som".

Por sua constituição química e graus de dureza e cristalização, os cristais e várias pedras preciosas possuem vibração energética própria, sendo capazes de transmitir propriedades orgânicas, terapêuticas e energizantes.

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Baseado nisto e na Física - que comprova a teoria de que todos os elementos se desintegram lentamente, transferindo átomos de sua constituição a corpos próximos - a fonosofia utiliza-se dessa propriedade colocando o indivíduo em contato direto com determinadas pedras, com o objetivo de permitir a transferência de suas qualidades às pessoas. 

Daí mais um grande benefício causado pela Pedra Grande. Levando em conta que nós, humanos, também temos a nossa vibração e que quando emitimos algum som, produzimos e incrementamos nossa ressonância orgânica, atuando nos minerais que compõem em nosso corpo, quando nos expomos à atuação energética de outros campos ou áreas de maior concentração desses minerais, a interferência (e cura) no campo físico é muito maior.

Não é à toa que certos locais são considerados verdadeiros santuários ao benefício do homem....

"No tocante à Pedra Grande e à área sob sua influência, não há como negar que, formada por uma grande massa de quartzo, com grande concentração de energia, por si só requer reconhecimento do envolvimento extra-físico. Isso lhe é inerente. É um local de interação energética e espiritual de valor incalculável. Os grandes cristais ou rochas de quartzo distribuem-se em várias regiões do planeta. Em algumas existem templos, santuários, locais sagrados cuja purificação, energização e clima propiciam àqueles que trabalham pela evolução do planeta um meio de agir e interagir para o benefício da humanidade em franca transição. Alguns desses santuários, físicos e extra-físicos, são bastante conhecidos.

Um cético doente pode se beneficiar dessas emanações na forma de tratamento e cura de seus males, um indivíduo mais sensível já poderá, além dos benefícios físicos, perceber também a 'energia' extraordinária e benfazeja desses locais.

Outros, entretanto, poderão, além de tudo isto, ver, ouvir, sentir, comunicar-se, receber os mais diversos bens e, por isso mesmo, à medida de seu conhecimento e reconhecimento, têm para com esses locais um respeito maior que os demais. E procuram de toda forma proteger tais redutos. De tudo o que posso dizer é que a Pedra Grande é um grande santuário" (Elaine Blach).

Estudos de Radiestesia

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A Pedra Grande também foi foco de pesquisas na área de radiestesia (que estuda a sensibilidade a radiações). O profissional responsável foi Marco Antonio Libutti. Objetivo: medir sua freqüência energética.

Com mais de 4 mil anos de existência, a radiestesia é considerada arte em algumas regiões e ciência em outras, como é o caso da França, Inglaterra, Alemanha e Rússia, onde universidades específicas já conquistaram espaço.

Em relação à Pedra Grande, as pesquisas não detectaram qualquer tipo de desequilíbrio energético ou energia maléfica, nem mesmo quanto às formas encontradas.

Segundo Libutti, a Pedra Grande está longe disto: nela uma vibração intensamente positiva e 100% benéfica para o caso de curas e reenergização para os seres humanos paira no ar.

Pesquisando as emanações dos raios da pedra, Libutti estabeleceu uma ordem decrescente de influência de cores presentes no espectro: raio verde positivo - que promove cura geral e equilíbrio; raio amarelo - é tonificante e clareador da mente; raio laranja - é também tonificante e restaura partes ósseas; raio vermelho - tonificante, estimulante ativo e influencia a parte sangüínea; raio ultravioleta - atua na ligação com energias mais sutis; raio violeta - também promove a ligação com energias sutis e a limpeza áurica; raio índigo - é sedativo e de ação coagulante; raio azul - é também sedativo, é cicatrizante e atua na proteção áurica.

"A formação geológica da região de Atibaia é de aproximadamente 40% de quartzo, mineral trigonal por óxido de silício. Esse mineral conduz telúrica e amplia sua freqüência que, por sua vez, é captada e condensada pela Pedra Grande, devido à sua enorme pressão que exerce sobre a crosta terrestre. É um local excelente para se exercer atividades de cura como tratamento único ou coadjuvante. Qualquer ser vivo exposto à vibração desse lugar captará as freqüências dessa energia através das células, que receberão os benefícios desses estímulos, sendo energizadas e até restauradas. É como se oferecêssemos uma cama a um corpo cansado. As pessoas que têm a benção de permanecer pelo menos uma hora neste local, sentem-se rejuvenescidas e com mais energia. Foi exatamente o que senti após este trabalho"..

História do tombamento

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O tombamento da Pedra Grande marcou não só a história de Atibaia como foi um marco no processo de preservação ambiental do país: foi o primeiro tombamento específico de área natural realizado no Brasil. Até então, as lutas haviam sido em prol da preservação histórica, arqueológica ou arquitetônica do nosso patrimônio.

O movimento em defesa da Serra do Itapetinga começou com o grito de guerra de um grupo de jovens, em julho de 81, através, principalmente, de publicações na imprensa local e panfletagem nas ruas. Motivo: artigos em jornais falavam de loteamentos e extrações de granito na serra.

Em outubro de 80 foi emitido pela Prefeitura de Atibaia o alvará de licença para a implantação do loteamento "Atibaia Vista da Montanha S/C Ltda". 

Em novembro do mesmo ano, foi aprovada uma lei municipal que preserva uma área verde de 18 km2 ao largo da Pedra Grande.

Em julho do próximo ano (81), acontece a primeira reunião para a organização do Movimento em Defesa da Serra da Pedra Grande; são espalhados à população e à imprensa os primeiros alertas sobre a ameaça, já com respaldos dos primeiros contatos com entidades afins, como o Departamento de Biologia da USP e a Associação de Proteção à Natureza - cujos representantes participaram da primeira palestra de conscientização popular, em agosto de 81.

Após séries de reuniões, palestras, passeatas e publicações - que fez do movimento um dos maiores da história de Atibaia - o então prefeito Gilberto Sant'Anna anuncia, em sessão pública na Câmara Municipal, no dia 25 de fevereiro de 83, a anulação do loteamento "Atibaia Vista da Montanha".

Cronologia:

Entre 1977 e 1978 - a imprensa local começa a divulgar a presença de loteamentos e extração de granito na Serra do Itapetinga.

8/10/1980 - concedido, pela Prefeitura da Estância de Atibaia, alvará de licença para o loteamento "Atibaia Vista da Montanha S/C Ltda".

3/11/1980 - lei municipal preservando área verde de 18 km², ao largo da Pedra Grande.

Julho/81 - reuniões em residências visando à organização de um movimento em defesa da serra da Pedra Grande. É distribuído à população um primeiro impresso de alerta sobre a ameaça. Contato com o Departamento de Biologia da Universidade de São Paulo e Associação Paulista de Proteção à Natureza. Publicação periódica de artigos alusivos ao movimento, no jornal O Atibaiense.

28/7/81 - reunião no Salão Paroquial da Igreja da Matriz.

30/7/81 - primeiro encontro da comissão do movimento com o prefeito Takao Ono.

2/8/81 - palestra sobre a necessidade de preservação da natureza, no Cine Atibaia. Participação da Associação Paulista de Proteção à Natureza e de cientistas ligados à ecologia.

3/8/81 - instauração de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) pela Câmara Municipal de Atibaia para apurar irregularidades no processo de aprovação e execução do loteamento "Atibaia Vista da Montanha".

6/8/81 - Reportagem sobre a ameaça, publicada pelo Jornal da Tarde. Encontro com o prefeito municipal nas escadarias da prefeitura - momento em que o prefeito anuncia o embargo da extração de granito. Diante da Prefeitura é lido o manifesto do movimento. Passeata pela cidade. Membros da CEI visitam a serra e verificam que continua a destruição de pedras. Início do preenchimento de abaixo-assinado da população.

10/8/81 - decreto municipal que regulamenta a Lei nº 1726, de 3/11/80, estabelecendo medidas específicas para a preservação ecológica de área reservada na serra.

13/8/81 - vereador oficia ao prefeito sobre a hipótese de desapropriação na área do loteamento.

14/8/81 - panfleto do manifesto do Movimento em Defesa da Serra da Pedra Grande.

15/8/81 - esclarecimentos dos loteadores no jornal O Atibaiense.

21/8/81 - palestra na Câmara Municipal ministrada por um dos proprietários da serra.

8/9/81 - incêndio em quase toda a serra. O maior incêndio em oito anos, com duração de 15 dias. O prefeito diz que os bombeiros desistiram de conter as chamas. O fogo, segundo Takao Ono, não impediria a comercialização dos lotes, "pelo contrário, agora, até receberão o respaldo popular, uma vez que, infelizmente, o incêndio destruiu todos os atrativos que eram defendidos", declarou o prefeito.

15/9/81 - o secretário especial de Meio Ambiente, Paulo Nogueira Neto, solicita ao prefeito Takao Ono a anulação do alvará do loteamento "Atibaia Vista da Montanha".

20/9/81 - mesa-redonda no Clube Recreativo Atibaiano. Debate sobre ecologia com a participação de especialistas das áreas de climatologia, geografia, conservação de recursos naturais, espeleologia e geomorfologia, entre outros.

21/9/81 - primeiros passos para o tombamento da Serra da Pedra Grande. Sensibilização de deputados que acabaram por se incorporar à luta. Primeiros contatos com o Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo), ainda sob a presidência de Ruy Othake.

15/10/81 - o deputado estadual Goro Hama propõe projeto de lei (nº 504/81) que dispõe sobre tombamento de área localizada no município de Atibaia.

8/1/82 - o Movimento em Defesa da Serra da Pedra Grande transforma-se na entidade Pedra Grande Inter-Ação Ecológica de Atibaia - sociedade civil sem fins lucrativos.

18/3/82 - surge o Cine Clube da Inter-Ação Ecológica de Atibaia, filiado à Federação Paulista de cineclubes.

21/5/82 - a empresa loteadora "Atibaia Vista da Montanha" , que havia entrado na justiça com um mandato de segurança, obtém liminar para dar continuidade às obras.

14/6/82 - reunião entre o prefeito e loteadores, onde foi discutida a possibilidade de criação de um parque turístico para Atibaia.

3/7/82 e 10/7/82 - em artigos publicados no jornal O Atibaiense, o movimento denuncia o falso "Parque Turístico", patrocinado pelos loteadores.

8/8/82 - Mutirão de Limpeza da Pedra Grande, com a colocação de uma pequena placa que solicita proteção à Pedra Grande.

1/10/82 - encerramento da Comissão Especial de Inquérito, em sessão pública na Câmara Municipal, na presença dos presidentes do Condephaat e da Inter-Ação Ecológica de Atibaia, de entidades preservacionistas, professores, geólogos, geógrafos, arquitetos, representantes de sindicatos, engenheiros, estudantes, políticos, assessores do prefeito e cidadãos. Duração de 5 horas.

10/10/82 - A CEI da Câmara e a Pedra Grande Inter-Ação Ecológica de Atibaia entram com requerimento junto ao Condephaat, para o tombamento da Serra da Pedra Grande.

25/2/83 - sessão pública na Câmara Municipal para um diálogo entre o presidente do Condephaat, Asiz Ab'Saber, proprietários da serra e sociedade civil sobre o tombamento da Serra da Pedra Grande. O prefeito Gilberto Sant'Anna anuncia a anulação do loteamento "Atibaia Vista da Montanha". Num primeiro parecer, o conselho do Condephaat manifesta-se favorável ao tombamento.

" AÇÃO, TOMADA DE CONSCIÊNCIA.

Palestras, mesas-redondas com especialistas em ecologia, panfletos, reuniões, entrevistas em rádio, jornais, contatos com a população, líderes políticos e comunitários, mais de duzentos artigos, passeatas, mutirão de limpeza da Pedra Grande, festas para arrecadação de fundos e promoção. Movimento voltado para o interesse da qualidade de vida da população.

Sempre reagindo à fácil rotulagem dos ismos. Mais de dois anos em defesa da Serra da Pedra Grande. Não se pode pensar em bem-estar social sem que se esteja de bem com a natureza. E o primeiro passo é deixá-la como está, sem tratores que a rasguem, sem concretagens, nem o pisoteamento das ondas dos passos turísticos. Preferimos o 'rural serrano' sugerido pelo professor Asiz. Lutamos pelo reconhecimento da serra como nosso patrimônio maior, ao lado do clima, da água e das raízes culturais.

Estamos muito preocupados, também, com o alimento cultivado em nossas terras. Somos contra o uso indiscriminado dos venenos agrícolas. Quanto à serra e à natureza de Atibaia, não nos atraem os cartões postais, coloridos, mas sem vida. Estamos atentos e contamos com a população na luta preservacionista da natureza e seus espaços. Queremos a mais livre movimentação, sem excesso de fiscalização e placas proibitivas. É preciso educar desde cedo - e educação é um processo - na fundamental questão ambiental. Já em nosso manifesto de 14 de agosto de 1981 pedíamos um plano diretor para a cidade. No plano se deverá prever qualquer obra antiecológica. O processo ambientalista e cultural da cidade não se esgota com o tombamento, ao contrário, assinala a maior responsabilidade da população em garantir o que conquistou. É marco fundamental da fase em que é devolvida à população o legítimo controle de seu destino, bem como da sorte de seu meio ambiente. As idéias que nos norteiam pressupõem os princípios 'ecologia', 'autonomia individual e dos grupos sociais', ' preservação ambiental', 'descentralização administrativa', visando contribuir para a implantação de uma democracia concreta."

(Maio de 1983 - Pedra Grande Inter-Ação Ecológica de Atibaia)

 

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